Um casal de São Carlos (SP) tem conquistado as redes sociais, viralizando com uma habilidade singular na 'caça' de bichos de pelúcia em máquinas de shopping. Eles transformaram o passatempo em um modelo de negócio online, realizando lives onde capturam pelúcias de diversos tamanhos para clientes de todo o país, que pagam pelas tentativas.
A Origem de um Passatempo Viral
A jornada de Aryane de Souza, 36 anos, e Cristiano Lenierson Jolo, 53, começou por acaso em agosto do ano passado, durante uma visita à Basílica de Nossa Senhora da Aparecida (SP). Em uma pausa para o lanche, o casal, pela primeira vez, experimentou as máquinas de pelúcia e conseguiu capturar sete itens em menos de 30 minutos, o que motivou os empresários a dar continuidade à atividade.
Das Máquinas ao Sucesso nas Redes Sociais
A abertura de uma loja com diversas máquinas em São Carlos impulsionou o casal a registrar suas 'caçadas' em vídeos para as redes. Com o aumento das visualizações, o público começou a solicitar transmissões ao vivo, inaugurando assim as lives onde a interação com os seguidores se tornou o ponto central do projeto.
O Funcionamento das Lives de Caça a Pelúcias
Durante as transmissões, Cristiano e Aryane iniciam mostrando as pelúcias disponíveis e avaliando quais estão mais acessíveis. Em seguida, realizam jogadas de teste para compreender o equipamento e a pressão da garra. Seguidores interessados entram em uma fila virtual, efetuando o pagamento correspondente à quantidade de tentativas desejadas para a captura, com valores que variam de R$ 2,50 para máquinas pequenas a R$ 10 para as maiores. As pelúcias mais cobiçadas incluem personagens como Stitch, Angel, Mickey, Minnie, Pokémon e Hello Kitty. Após a captura bem-sucedida, o casal envia o item ao cliente, que arca com o frete.
Motivação e Recompensas Indiretas
Apesar de não cobrarem pela 'caça' em si, o casal enfatiza que o principal retorno é a diversão e a conexão com outras pessoas. 'Financeiramente não ganhamos nada. […] O principal é a diversão. A gente joga, se diverte, conhece pessoas. Fizemos muitas amizades legais e é muito bom ver a felicidade da pessoa quando ela consegue pegar a pelúcia gigante, é gratificante', relata Aryane. Recebem, no entanto, recompensas de seguidores nas redes e organizam rifas para cobrir os custos operacionais das lives, sempre priorizando a satisfação do seguidor.
Desvendando o Mito das Máquinas 'Viciadas'
Cristiano esclarece que as máquinas não são 'viciadas', mas sim programadas. Ele explica que, geralmente, uma pelúcia é liberada entre 50 e 60 jogadas, embora alguns proprietários ajustem para mais de 100. Nesses casos, a expertise do casal entra em jogo, utilizando técnicas como o pêndulo, o arrasto ou o tombo para otimizar as chances sem depender da liberação programada. Ele observa que a facilidade da captura também varia conforme o peso da pelúcia, sendo itens mais leves mais propensos a serem pegos nas primeiras tentativas. O casal reconhece que nem sempre é possível atender ao desejo do cliente, mas a compreensão prevalece, e a frustração maior recai sobre eles por não terem conseguido.
Expansão Geográfica da 'Caça'
A paixão pelas pelúcias leva Aryane e Cristiano para além de São Carlos. Eles já realizaram lives em diversas cidades, como Araraquara, Santos, Santa Bárbara do Oeste, Limeira, Campinas, Pirassununga e Barretos. A escolha dos locais não segue um planejamento específico, mas aproveitam viagens a passeio, visitas a familiares ou momentos de lazer para explorar novas máquinas e expandir suas 'caçadas'.









