Entre os dias 10 e 12 de junho, acontece a 1ª Festa Literária Internacional da Fiocruz (Flifio), em parceria com o Ministério da Igualdade Racial. O evento, sediado no Rio de Janeiro, na unidade Manguinhos da Fiocruz, articula literatura, educação, promoção de saúde e territórios periféricos em torno do tema da luta antirracista. A curadoria vai debater o papel da ciência contra as desigualdades sociais e raciais do país.
Na programação estão mesas literárias, feira de livros, rodas de leitura e apresentações musicais e teatrais. As atividades são voltadas, principalmente, para jovens de escolas públicas em territórios onde a Fiocruz apoia projetos sociais, como o Complexo da Maré, Manguinhos, Jacaré e Complexo do Alemão. Os estudantes vão receber vale-livros no valor de R$ 250 para adquirir obras de sua preferência durante o evento.
O presidente da Fiocruz, Mario Moreira, comentou a relação histórica da fundação com o incentivo à cultura: “Cultura, saúde e ciência andam de mãos dadas no campus. A Flifio é mais um evento cultural que sediamos e esperamos que se torne anual, contribuindo para disseminar os livros nas comunidades do nosso entorno”, afirma ele.
O propósito do evento é valorizar conhecimentos territorializados e comunitários vindos de pessoas historicamente marginalizadas, como jovens negros e periféricos. “O propósito é ampliar o campo da cidadania por meio da participação social, formando sujeitos críticos e fortalecendo vínculos entre comunidades, instituições e o universo do livro e da leitura”, destaca Felipe Eugênio, coordenador da área de Cultura na Cooperação Social da Presidência da Fiocruz.
O evento principal integra ações promovidas pela fundação desde 2025, iniciadas com o seminário Cidades Literárias. A agenda busca tornar o projeto cada vez mais permanente nos territórios e articular arte, pesquisa e ação social. O evento também conta com patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e da Secretaria Municipal de Cultura.

