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Anvisa alerta para risco de pancreatite por uso de canetas emagrecedoras

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um novo alerta para reforçar os riscos associados ao uso das chamadas “canetas emagrecedoras”, medicamentos agonistas do receptor GLP-1, classe que inclui substâncias como dulaglutida, liraglutida, semaglutida e tirzepatida.

Segundo a agência, o aumento das notificações no país e no exterior levou a agência a intensificar as orientações de segurança. Ainda, reforça que o monitoramento profissional é fundamental diante do risco de eventos adversos graves, como a pancreatite aguda, que pode evoluir para formas necrotizantes e até fatais.

 

A agência apontou seis mortes por pancreatite possivelmente relacionadas ao uso de canetas emagrecedoras no Brasil, entre os anos de 2020 e 2025.

A  Agência recomenda que os usuários desses medicamentos procurem atendimento médico imediato, em caso de dor abdominal intensa e persistente, que pode irradiar para as costas e vir acompanhada de náuseas e vômitos — sintomas sugestivos de pancreatite.

As canetas emagrecedoras devem ser utilizadas exclusivamente conforme as indicações aprovadas e sempre com prescrição e acompanhamento médico.

Em entrevista à CNN, Alexandre Hohl, diretor da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica, esclareceu que esse risco consta na bula desses medicamentos desde o lançamento do primeiro deles, a liraglutida, há cerca de 20 anos.

“Os dados do Brasil não são diferentes do resto do mundo. Desde o início isso consta em bula”, explicou o profissional.

Apesar do alerta, a Anvisa esclareceu que não houve alteração na relação entre risco e benefício dessas substâncias. De acordo com a Anvisa, os benefícios terapêuticos continuam superando os potenciais efeitos adversos, desde que o uso siga rigorosamente as indicações e os modos de administração descritos em bula.

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