Desde o seu lançamento, o “Confessions II”, novo álbum da cantora Madonna, 68 anos, espalhou pelo mundo uma verdadeira febre de festas temáticas. Os eventos reuniram fãs da rainha do pop de todas as faixas etárias, que estavam desesperados pela oportunidade de viver o renascimento de um clássico nas pistas de dança de todo o mundo.
Como fez há 21 anos, com o “Confessions on a Dance Floor”, Madonna voltou a reunir um verdadeiro exército com os principais nomes da música eletrônica atual e reconstruiu a ponte entre a vanguarda do gênero e as pistas de dança nas chamadas “Club Confessions”. Esse ingrediente, junto do histórico do primeiro disco, é que faz as pessoas terem comprado ingressos para festas temáticas mesmo antes de terem ouvido o “Confessions II”, segundo Carol Mattos, fundadora e gerente de vendas da Shotgun Brasil, uma das principais plataformas de vendas de ingressos para casas noturnas do Brasil.
“Ela traz esse novo álbum com convidados que, dentro da produção, dialogam muito com o que está sendo ouvido e dançado nas pistas atualmente”, afirmou. “Quando você pergunta o que leva as pessoas a comprarem ingressos mesmo antes de ouvir o álbum, é porque o disco traz tudo isso antes mesmo do conteúdo musical que está sendo apresentado.”
As festas se transformaram em uma verdadeira experiência imersiva do mais recente álbum da rainha do pop, garantindo que os fãs de Madonna pudessem viver as músicas na pista de dança, em vez de apenas ouvi-las.
“É ouvir as músicas do disco, ouvir as músicas da Madonna, ouvir as músicas que representam a comunidade LGBT+ e esse encontro da música eletrônica com o pop nas pistas. É essa experiência que as pessoas estão buscando, não só sonora, mas também de identidade e identificação com a comunidade. É ali onde elas vão se encontrar”, defende Carol.
O feito, no entanto, não é novo. O próprio “Renaissance”, álbum de Beyoncé que tinha como objetivo resgatar a assinatura negra e LGBT+ da house music, já havia feito isso antes com o “Club Renaissance”. A novidade, no entanto, é a escala e a força global do fenômeno.
“Eu não acho que o que aconteceu com ‘Confessions’ seja uma coisa nova, mas acredito que, para acontecer de novo, precisa existir uma bagagem e um contexto muito fortes em torno do que está sendo lançado”, afirmou Carol. “Festas como essa podem continuar acontecendo, mas não é para qualquer disco. Eu diria que não é para qualquer artista.”
“Tem que existir todo um contexto da pista e da celebração em torno do álbum.”
Ouça “Confessions II”, mais recente álbum da Madonna

