Uma pequena espaçonave da Nasa enviou as primeiras imagens da busca por exoplanetas habitáveis fora do Sistema Solar. Elas chegaram em 6 de fevereiro e foram posteriormente processadas.
Com as primeiras imagens da espaçonave em mãos, a equipe por trás do CubeSat de Pesquisa de Atividade Estrela-Planeta da Nasa, ou SPARCS, está pronta para começar a mapear a vida energética das estrelas mais comuns da galáxia para ajudar a responder a uma das questões mais profundas da humanidade: Quais mundos distantes além do nosso Sistema Solar podem ser habitáveis?
As imagens iniciais, ou “primeira luz”, marcam o momento em que uma missão comprova que seus instrumentos estão funcionando no espaço e prontos para iniciar as operações científicas completas.
Esse marco é especialmente importante para o SPARCS, cujas observações dependem de medições ultravioleta (UV) de alta precisão, tornando a demonstração do desempenho da câmera crucial para alcançar seus objetivos científicos.
Com aproximadamente o tamanho de uma caixa de cereal grande, o SPARCS monitorará erupções solares e a atividade de manchas solares em estrelas de baixa massa — objetos com apenas 30% a 70% da massa do Sol.
Essas estrelas abrigam a maioria dos cerca de 50 bilhões de planetas terrestres na zona habitável da galáxia, que são mundos rochosos próximos o suficiente de suas estrelas para terem temperaturas que poderiam permitir a existência de água líquida e, potencialmente, sustentar a vida.
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Ver as primeiras imagens ultravioleta do SPARCS em órbita é incrivelmente emocionante. Elas nos dizem que a espaçonave, o telescópio e os detectores estão funcionando conforme testado em solo e que estamos prontos para começar a ciência para a qual criamos esta missão—, diz Evgenya Shkolnik, investigador principal do SPARCS e professor de Astrofísica na Escola de Ciências da Terra e do Espaço da Universidade Estadual do Arizona, que lidera a missão.
Embora essas estrelas sejam pequenas, tênues e frias em comparação com o Sol, sabe-se que elas também emitem erupções com muito mais frequência do que a estrela do nosso sistema solar. Essas erupções podem afetar drasticamente as atmosferas dos planetas que abrigam. Compreender a estrela hospedeira é fundamental para entender a habitabilidade de um planeta.
A tecnologia usada na missão abre caminho para as próximas e aproveita os avanços no processamento computacional, com um computador de bordo capaz de processar dados e ajustar de forma inteligente os parâmetros de observação para melhor amostrar o desenvolvimento das erupções solares à medida que ocorrem.









