A Federação Italiana de Futebol anunciou que o técnico Gennaro Gattuso não comanda mais a seleção. A anúncio foi confirmado nesta sexta-feira (3) e vem como consequência da eliminação na repescagem européia da Copa do Mundo de 2026 diante da Bósnia e Herzegovina. Assim, a tetracampeã mundial ficou de fora de sua terceira Copa consecutiva.
Segundo a FIGC, a rescisão com o técnico foi uma decisão tomada em acordo mútuo.
Por nota, a Federação explicou a saída do treinador. “A federação agradeceu a Gattuso e sua comissão pela seriedade, dedicação e paixão demonstradas nos últimos nove meses, desejando sucesso na continuidade da carreira”, diz o comunicado.
“Com dor no coração, por não termos alcançado o objetivo que havíamos estabelecido, considero encerrada minha experiência no comando da Seleção”, declarou Gattuso. “A camisa azzurra é o bem mais precioso do futebol, por isso é correto facilitar desde já as futuras avaliações técnicas. Foi uma honra liderar a equipe, ainda mais com um grupo que demonstrou compromisso e identificação com a camisa. Mas o maior agradecimento vai aos torcedores, a todos os italianos que, nesses meses, nunca deixaram de apoiar a Seleção. Sempre com o azul no coração”, disse Gattuso na mesma nota.
Gabriele Gravina e o ex-goleiro Gianluigi Buffon, então presidente da federação e chefe de delegação, respectivamente, também renunciaram aos seus cargos nesta quinta-feira (2).
Confira o que disse Buffon
“Apresentar minha demissão um minuto após o término da partida contra a Bósnia foi um ato impulsivo, que surgiu do fundo da minha alma . Tão espontâneo quanto as lágrimas e a dor que sinto no coração, uma dor que sei que compartilho com todos vocês.
Pediram-me para esperar para que todos pudessem refletir adequadamente. Agora que o presidente Gravina decidiu renunciar, sinto-me livre para fazer o que considero ser a coisa responsável a fazer. (…) O principal objetivo era levar a Itália de volta à Copa do Mundo. E não conseguimos isso”.

Leia a nota sobre Gattuso na íntegra
Gattuso se despede: “Foi uma honra comandar a Seleção”
Contrato entre o treinador e a seleção italiana foi encerrado em comum acordo. Gravina afirmou: “Em poucos meses, ele conseguiu devolver o entusiasmo em torno da equipe, transmitindo aos jogadores e a todo o país um grande orgulho pela camisa azul”.
A Federação Italiana de Futebol e Gennaro Ivan Gattuso rescindiram, em comum acordo, o contrato que ligava o treinador calabrês ao comando da seleção italiana. A federação agradeceu a Gattuso e sua comissão pela seriedade, dedicação e paixão demonstradas nos últimos nove meses, desejando sucesso na continuidade da carreira.
“Com dor no coração, por não termos alcançado o objetivo que havíamos estabelecido, considero encerrada minha experiência no comando da Seleção”, declarou Gattuso. “A camisa azzurra é o bem mais precioso do futebol, por isso é correto facilitar desde já as futuras avaliações técnicas. Agradeço ao presidente Gabriele Gravina e a Gianluigi Buffon, assim como a todos os colaboradores da federação, pela confiança e apoio. Foi uma honra liderar a equipe, ainda mais com um grupo que demonstrou compromisso e identificação com a camisa. Mas o maior agradecimento vai aos torcedores, a todos os italianos que, nesses meses, nunca deixaram de apoiar a Seleção. Sempre com o azul no coração”.
“Quero agradecer novamente a Gattuso”, afirmou Gravina. “Além de ser uma pessoa especial, como treinador ofereceu uma contribuição valiosa, conseguindo em poucos meses devolver o entusiasmo à Seleção. Ele transmitiu aos jogadores e a todo o país um grande orgulho pela camisa azzurra”.
Quem vem?
De acordo com o jornal italiano La Gazzetta dello Sport, a Itália começou o trabalho de reconstrução depois de ficar de fora da terceira Copa do Mundo seguida. O chefe da Federação Italiana de Futebol renunciou ao seu cargo, mas um dos primeiros passos para um novo tempo, é achar um treinador.
Gennaro Gattuso, atual técnico, não deve permanecer após a eliminação na respecagem para a Bósnia, e Pep Guardiola, comandante do Manchester City é o grande sonho dos italianos. O treinador espanhol é considerado uma mudança radical no futebol italiano, mas chegaria com respaldo de todos os setores do país.
Para ter Guardiola, a tarefa não vai ser fácil. Ele tem contrato com o clube azul de Manchester até 2027, e para assumir a Itália, precisaria abrir mão do cargo ainda este ano.
Se o sonho de Guardiola não for adiante, a Federação Italiana trabalha com outros três nomes considerados mais acessíveis:
- Roberto Mancini, campeão com a Itália da Eurocopa de 2020
- Antonio Conte, do Napoli
- Massimiliano Alegri, do Milan
Mesmo a contratação de um desses ser mais fácil, pode representar a continuidade de um modelo que resultou nos últimos fracassos da Azzurra em se classificar para a Copa do Mundo.
Sequência
Após ficar de fora da terceira Copa do Mundo seguida, a Itália só voltará a campo no dia 25 de setembro, quando enfrentará a Bélgica pela Uefa Nations League.

