O conservadorismo na população brasileira atingiu o maior patamar registrado no país desde 2018, é o que indica o Índice de Conservadorismo de Costumes da Ipsos-Ipec, divulgado nesta terça-feira (13).
O levantamento analisa a opinião dos entrevistados a cinco assuntos da pauta de costume e valores: legalização do aborto, pena de morte, redução da maioridade penal, casamento entre homossexuais e prisão perpétua para crimes hediondos.
Este ano, o nível chegou a 0,680, em uma escala que vai de 0 a 1. Quanto mais próximo de 0, mais progressista, e quanto mais próximo de 1, mais conservador.
Em 2025, o índice ficou em 0,652 e, em 2018, ano do maior registro até então, foi de 0,689. O momento coincidiu com o ano em que foi eleito o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à Presidência da República. O segundo maior patamar da série histórica foi 0,686, atingido em 2016.
A pesquisa foi feita com 2.000 pessoas, de 130 municípios do país, entre os dias 9 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos e o nível de confiança é de 95%.
Além dos cinco assuntos que compõem o índice, o instituto também questionou se os entrevistados eram a favor ou contra a “flexibilização” e o “porte” de armas.
Esses dois tópicos não entraram na conta do índice, porque começaram a ser pesquisados somente a partir de 2023.

