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Logística reversa de embalagens atinge maior volume da história

No ano passado, quase 76 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas foram entregues para reciclagem no Sistema Campo Limpo, programa brasileiro de logística reversa para resíduos. Esse é o maior volume da história e representa um aumento de 11% em relação a 2024.

Desde que foi criado, em 2002, o programa recolheu, e deu novo destino, a 902 mil toneladas de embalagens vazias.  Para 2026, a expectativa é manter a trajetória de crescimento e superar os 11% registrados em 2025. As metas anuais do Sistema Campo Limpo são definidas a partir de variáveis como a área plantada e o volume de embalagens colocadas no mercado.

Atualmente, 92% das embalagens recebidas pelo sistema são recicladas e reutilizadas na fabricação de 38 produtos. Muitos deles presentes no cotidiano das cidades. A resina obtida com a reciclagem vira matéria-prima para produção de sinalização do trânsito, cruzetas dos postes de energia, tubulações de esgoto e além de novas embalagens de defensivos. O que não é reutilizado é encaminhado para incineração.

De acordo Marcelo Okamura, diretor-presidente do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), entidade que representa a indústria, “o sistema prova que, quando todos assumem sua parte, é possível gerar resultados concretos para o meio ambiente e para a sociedade”.

Okamura destaca o comprometimento dos produtores rurais, que fazem a tríplice lavagem no campo e a devolução correta das embalagens após o uso. Também fazem parte do Sistema Campo Limpo 411 unidades de recebimento e 256 associações de revendas e cooperativas responsáveis pelo recolhimento.

Ainda de acordo com o diretor-presidente do InpEV o avanço do programa vem acompanhado de desafios especialmente relacionados à ampliação da logística reversa em regiões mais distantes e de menor densidade agrícola.  “Seguimos investindo na construção e modernização das unidades, no aprimoramento do processo e em soluções logísticas que permitam ampliar o acesso dos agricultores”, completa Okamura.

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