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Tecnologia é capaz de detectar anemia a partir dos olhos, diz estudo

Um método que utiliza um sistema de inteligência artificial é capaz de detectar anemia a partir do fluxo sanguíneo analisado pelos olhos. O objetivo da tecnologia é substituir coletas de sangue que costumam ser mais invasivas, caras e demoradas.

A novidade foi estudada em parceria com o Hospital Bundang, da Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul, e o Centro Médico Sheba, em Israel.

O sistema consiste na criação do VesselNet, uma inteligência artificial que utiliza modelos de aprendizagem profunda capazes de converter imagens capturadas por câmeras comuns em dados sobre o fluxo sanguíneo capilar.

No caso da detecção de anemia, foi possível medir os nível de hemoglobina e contar os glóbulos vermelhos, elementos biológicos essenciais para identificar a condição.

Tradicional x novo

O método tradicional utiliza da coleta do sangue venoso para análise laboratorial do material biológico. Porém, segundo o estudo, essa técnica, além de ser invasiva, por precisar perfurar o corpo do paciente com agulha, costuma ser demorada e cara, ao exigir uma mão de obra especializada.

Outro malefício é que esse procedimento também gera resíduos biomédicos nocivos ao meio ambiente.

A nova identificação dos elementos contidos no sangue ocorre a partir da parte branca do olho, que, após ser filmada por câmeras, passa a ser analisada pelos serviços de inteligência artificial, capazes de aprofundar a dimensão dos dados e preservar as informações hemodinâmicas.

Após alguns estudos, foi constatado que esse modelo é mais consistente que a medição via pele — outra maneira não-invasiva também utilizada na área médica.

De acordo com a pesquisa, os melanócitos, células que produzem a melatonina, dificultam o acesso mais profundo aos dados sanguíneos e são desiguais de acordo com cada tipo de pele.

Houve o desenvolvimento de diferentes dispositivos capazes de estimar a hemoglobina sem perfurações, como, por exemplo, sensores utilizados na ponta dos dedos que resultam na contabilização da proteína a partir da absorção de luz em múltiplos comprimentos de ondas.

Porém, esse método costuma ser muito sensível ao movimento e pode não ser preciso, assim como outras técnicas.

Tipos de anemia

Anemia falciforme

A anemia falciforme é um quadro genético hereditário identificado pela alteração no formato dos glóbulos vermelhos que impactam, em alguns casos, na diminuição da oferta de oxigênio.

Ao invés de apresentar o padrão de discos, os glóbulos passam a ter a forma de foices.

Para que uma pessoa manifeste a doença, é preciso que o gene com traço falciforme seja transmitido por ambos os genitores, algo que ocorre em um quarto dos filhos de portadores do gene e, mais frequentemente, em casos onde há um ancestral em comum, como primos ou pessoas com origens genéticas comuns.

Entre os sintomas estão fraqueza, palidez, pele e olhos amarelados. As crises de anemia podem ser gerenciadas com hidratação, medicamentos, técnicas de relaxamento e prática de exercício físico moderado.

Anemia por deficiência de ferro

A anemia por deficiência de ferro é referente à falta do mineral no sangue, geralmente relacionada ao fluxo menstrual excessivo, à hemorragia, à má absorção de ferro pelo intestino ou à dieta desequilibrada.

Entre os sintomas, há também tontura, unhas quebradiças, inchaço, falta de apetite e pés frios. O tratamento pode envolver o uso de suplementos que contenham ferro ou ajuste da alimentação para aumentar a ingestão do mineral na dieta, incluindo o consumo de feijão, vegetais verde-escuros e carne vermelha.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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