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Economia Brasileira em 2026: Medidas Fiscais, Juros e Eleições

Foto: Reprodução I Notícia Oficial

Novas Medidas Fiscais e Reformas Estruturais

A Trajetória da Queda nos Juros

A trajetória de queda nos juros, iniciada em meados de 2025, projeta-se como um dos pilares da economia brasileira em 2026. Fundamentada em um cenário de inflação controlada e uma política monetária que se mostrou eficaz no ano anterior, a expectativa é de continuidade no relaxamento da taxa básica, a Selic, especialmente no primeiro semestre. Esse movimento visa estimular o crescimento econômico e aliviar o custo de capital para empresas e consumidores, após um período de taxas elevadas para conter pressões inflacionárias.

O Banco Central, com sua autonomia fortalecida, tem sido um agente crucial nesse processo, calibrando os cortes com base em indicadores macroeconômicos sólidos e na ancoragem das expectativas de inflação. A percepção de um arcabouço fiscal que, mesmo sob constante escrutínio, conseguiu manter-se como uma âncora para a confiança do mercado, contribuiu significativamente para a decisão de seguir com a flexibilização monetária. Além disso, um ambiente global sem grandes choques inflacionários permitiu ao Brasil um espaço maior para reduzir seus juros domésticos, alinhando-se a movimentos de flexibilização em outras economias.

Para as famílias, a queda dos juros se traduz em acesso mais barato ao crédito e financiamentos, impulsionando o consumo de bens duráveis e a aquisição de imóveis. Para as empresas, representa menor custo de endividamento, incentivo a novos projetos, expansão da capacidade produtiva e, consequentemente, geração de empregos. No entanto, o ritmo e a sustentabilidade dessa trajetória dependem de uma série de fatores, incluindo a manutenção da disciplina fiscal e a percepção do mercado sobre os riscos eleitorais que se intensificarão na segunda metade do ano, podendo impor desafios à agenda de cortes.

Desafios para a Continuidade do Ciclo de Flexibilização

Apesar do cenário inicial favorável para a redução da Selic, a volatilidade inerente a um ano eleitoral representa um ponto de atenção crucial para a manutenção da trajetória de queda dos juros. A incerteza política pode gerar pressão sobre o câmbio, refletindo em expectativas de inflação mais elevadas, o que poderia levar o Banco Central a adotar uma postura mais cautelosa e até mesmo a pausar o ciclo de cortes. Questões fiscais persistentes, como a necessidade de adequação das contas públicas e a busca por novas fontes de receita ou contenção de despesas, seguirão sendo monitoradas de perto pelos investidores, podendo impor limites à ambição do afrouxamento monetário no decorrer de 2026.

Fonte: Expernews.

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