A operação da Maria Fumaça, que conecta as cidades históricas de São João del Rei e Tiradentes, passa a ser administrada pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) a partir desta quinta-feira (1º). Essa mudança marca o fim de três décadas de gestão privada do complexo ferroviário local.
Detalhes da Transição Operacional
A alteração decorre do encerramento do contrato de concessão que a VLI mantinha desde 1996, além de uma revisão do contrato de cessão da ferrovia realizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pelo Ministério Público Federal (MPF).
Concluída conforme o cronograma na quarta-feira (30), a transição confere à ABPF a responsabilidade pela operação do trem turístico, pela comercialização de ingressos e pela administração geral do Complexo Ferroviário de São João del Rei e Tiradentes.
A assunção das atividades pela ABPF já havia sido prevista em julho, inicialmente para setembro, mas o período de transição foi estendido até o final do mês.
A Relevância Histórica e Turística do Percurso
A Maria Fumaça destaca-se globalmente como uma das poucas máquinas a vapor ainda em funcionamento e a mais antiga em operação no Brasil. O percurso de 12 km entre as duas cidades é um dos atrativos turísticos mais emblemáticos de Minas Gerais.
Inaugurada em 1881 por Dom Pedro II, a ferrovia, inicialmente denominada Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM), atravessa a pitoresca região da Serra de São José, conectando Tiradentes a São João del Rei.

