Depois, era hora de se instalar nas cabines e começar nossa odisseia: no primeiro dia, percorreríamos a costa oeste da Itália, depois atravessaríamos a “perna” da bota italiana até Veneza, antes de voltar à noite para Portofino e, finalmente, retornar a Roma na manhã do terceiro dia. A cabine, uma verdadeira caixinha de joias, era um wunderkammer de detalhes fabulosos de design: supervisionada pelo cultuado estúdio Dimorestudio, era como entrar em uma versão em miniatura de um apartamento milanês de meados do século XX, com tetos em terracota laqueada, paredes de Alcantara aveludado e estampas retrô charmosas. Atrás de uma parede de vidro espelhado fumê, encontra-se o banheiro, que, apesar de suas proporções modestas, é surpreendentemente espaçoso — e novamente, muito bem decorado, com pias cercadas por mármore rosado e chuveiros com pressão impressionante. Enquanto me acomodava na cama e via as suaves colinas da Emilia Romagna deslizando pela janela, tudo começava a parecer muito la dolce vita.
Como é a experiência de viajar pela Itália no novo Orient Express La Dolce Vita

