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jornalista Hamish Bowles recorda Valentino Garavani

De repente, seu trabalho começou a aparecer na Vogue. Gloria Schiff, editora da revista na época, não só ajudou a inserir Valentino no mundo da publicação, como também o apresentou a Jacqueline Kennedy Onassis, que rapidamente se tornou uma conhecida defensora da maison, passando férias em Capri com Valentino e Giammetti. Em 1964, Valentino estreou seus motivos animalier com um blazer estruturado com estampa de zebra sobre uma saia de cetim branco impecável, que foi destaque na revista. Depois, no outono de 1967, Veruschka foi fotografada caminhando pelas ruas de Roma por Franco Rubartelli usando um suéter marrom-chocolate na altura da panturrilha, com cinto dourado, sobre calças justas com estampa de tigre e um dramático casaco longo até o chão. Havia um casaco de noite (mais uma vez, até o chão) em tule vermelho com penas de avestruz e aplicações de miçangas — e, ao ser retirado, revelava-se um vestido vermelho tomara que caia de corte reto, com um corpete ousado que parecia displicentemente ajustado ao corpo: puro charme da alta sociedade! E então veio a coleção White, um enorme sucesso para a primavera de 1968, da qual Marella Agnelli encomendou um elegante colete branco com aplicações de miçangas e um casaco bordado sobre uma saia longa em formato A; Henry Clarke, por sua vez, fotografou Marisa Berenson (neta de Schiaparelli, para que ninguém se esqueça) e Benedetta Barzini usando as peças da coleção no deslumbrante apartamento de Cy Twombly em Roma para a Vogue. Em 1959, Valentino criou um vestido vermelho vibrante, chamado Fiesta, e a partir daí eles se tornaram presença constante em suas criações, enquanto seu tom de vermelho característico — que logo se tornaria sua marca registrada — era ousado e sem rodeios.

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