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Manauara Clandestina expõe ‘Transclandestina 3020’ na Mitre Galeria

As polaroids presentes na exposição reforçam o caráter relacional da obra. Mais do que registros documentais, elas funcionam como arquivo afetivo de alianças, vínculos e presenças que sustentam o trabalho. A migração, aqui, não é solitária: ela se constrói em rede, em costura coletiva, em troca. Ao acionar o futuro como território de passagem, Manauara Clandestina reposiciona ancestralidades travestis e pertencimentos historicamente marginalizados. Sua obra constrói imagens e estruturas que não apenas imaginam outros mundos, mas ensaiam, no presente, as condições para habitá-los. “A fachada do Ministério Trans de Imigração deixa explícito que ali vivem tecnologias trans migratórias”, diz a artista. “Mostra que a gente conseguiu se desenvolver, conquistar espaços e territórios, aprendendo com as nossas ancestrais sobre essa imigração.”

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