Ícone do site São Paulo Jornal

Torre de Prefeitura em Limoges Desaba em Incêndio Durante Onda de Protestos na França

A torre da histórica prefeitura de Limoges, no sudoeste da França, desabou em decorrência de um incêndio devastador na madrugada de domingo (18). O incidente, que chocou os moradores, ocorreu em meio à maior onda de protestos a atingir o país nos últimos anos, sendo atribuído a um grupo de mascarados que vandalizou e incendiou o prédio. A Destruição de um Marco Histórico O edifício neorrenascentista do século 19, que resistiu a duas guerras mundiais e foi inaugurado em 1883, era um monumento tombado, inspirado na prefeitura de Paris. Testemunhas observaram impotentes o telhado ser consumido pelas chamas, culminando na queda da torre do relógio de 43 metros. A cena reviveu na memória dos franceses o colapso da Catedral de Notre-Dame em 2019. Maurice Barate, representante do governo nacional na região, descreveu a destruição como uma 'catástrofe patrimonial'. O telhado desabou sobre os andares inferiores, poupando apenas a ala oeste, enquanto grande parte da estrutura externa foi severamente danificada. Reações e Implicações Políticas Moradores expressaram choque e indignação diante do ocorrido. Françoise Faurie, uma das testemunhas, lamentou: 'Partiu meu coração. Eu vi Notre-Dame toda de novo, só que desta vez era a nossa cidade'. A enfermeira aposentada Edith Lorcen, que observava as ruínas, manifestou repulsa pela malícia dos ataques, afirmando estar 'enojada' e 'magoada'. O prefeito de Limoges, Guillaume Guerin, relatou que a polícia local foi rapidamente dominada por centenas de vândalos, que quebraram janelas e usaram um aríete para derrubar a porta principal. Guerin criticou a falta de efetivo policial nacional para proteger o prédio, afirmando que as forças de segurança foram deslocadas para conter outros protestos e que 'este país vai mal'. Classificando a 'logística, organização e premeditação' do ataque como insuportáveis, o prefeito ameaçou renunciar ao cargo caso a cidade não receba 1 milhão de euros (cerca de R$ 5,69 milhões) necessários para a reconstrução do edifício histórico.

Sair da versão mobile