A Globo enfrenta desafios para consolidar a audiência de sua principal faixa de horário nobre. A novela 'Três Graças', que substituiu o remake de 'Vale Tudo' no final do ano passado, ainda não conseguiu o engajamento esperado do público.
Embora a trama de Aguinaldo Silva receba elogios da crítica e mantenha seu público fiel, ela não tem atraído novos telespectadores, permanecendo distante dos temas mais comentados nas redes sociais.
O Desempenho de 'Três Graças' e a Nostalgia por 'Vale Tudo'
Em contraste, o remake de 'Vale Tudo' gerava constante repercussão nas redes sociais, mesmo que por críticas, seguindo a máxima de 'fale bem ou fale mal, mas falem de mim'. A atual produção, protagonizada por Sophie Charlotte, Murilo Benício e Grazi Massafera, luta para firmar-se em sua faixa principal.
Diante desse cenário, a emissora demonstra um claro desejo de revisitar o sucesso de 'Vale Tudo'.
A Inovação: Retorno de Odete Roitman e Maria de Fátima em Formato Vertical
Como uma iniciativa para resgatar o interesse, a Globo decidiu trazer de volta personagens icônicos de 'Vale Tudo'. Odete Roitman, interpretada por Deborah Bloch, e Maria de Fátima, vivida por Bella Campos, retornarão em um formato inovador.
A emissora está desenvolvendo uma novela vertical, projetada para consumo em dispositivos móveis. Com 65 capítulos, a produção focará na trajetória de Odete e Maria de Fátima, utilizando material de arquivo sem novas gravações. A estreia está prevista para 10 de fevereiro de 2026, conforme informações da colunista Anna Luiza Santiago, do jornal O Globo.
A Ascensão das Novelas Verticais
Essa estratégia não é inédita para a Globo, que já adaptou produções como 'Verdades Secretas' (2015), 'Terra e Paixão' (2023), 'Vai na Fé' (2023) e 'A Força do Querer' (2017) para o formato vertical. Essas mini tramas digitais tornaram-se uma aposta significativa no entretenimento.
A popularidade do consumo de vídeos curtos transformou as novelas verticais em uma nova fronteira da dramaturgia, alinhada à lógica das redes sociais e da interatividade. Elas oferecem ao público a flexibilidade de assistir conteúdo em qualquer lugar, como no trânsito, com narrativas diretas e desfechos ágeis, adaptando-se à correria do dia a dia.
Caio Dominguez, CEO da LOI e especialista em creator economy, em entrevista ao Notícias da TV, enfatiza que essa tendência representa a criação de novas maneiras de interagir com o público final, indo além da fusão com formatos tradicionais.

