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11 spots em São Paulo para descobrir os melhores drinks sem álcool


Você está dirigindo, tem pilates às sete da manhã, não gosta do sabor do álcool ou simplesmente não está a fim hoje. São Paulo vem desmontando faz alguns anos a ideia de que a noite sem álcool é uma noite menor, no ritmo em que as próprias mesas mudaram e beber menos deixou de pedir explicação (ufa!). E os bares entenderam que dá trabalho fazer isso direito. Os refrigerantes e sucos de sempre deram lugar a leite clarificado, aquafaba no lugar da clara, casca de fruta fermentada, chá defumado puxando o amargor. Alguns endereços foram mais longe que outros nessa conta, e o Setim, em Pinheiros, é o caso extremo, com a casa inteira montada em torno da ideia do mocktail — mas você pode pedir a sua versão com álcool, é claro. Abaixo, alguns dos nossos endereços favoritos e o que pedir em cada um.

Dirty Sour, drink sem álcool do Setim — Foto: divulgação
Dirty Sour, drink sem álcool do Setim — Foto: divulgação

A pergunta no Setim não é o que você vai beber, é se você vai querer álcool nele. Todos os drinks da casa nascem sem, e cada um vem com uma sugestão de destilado ao lado, que você aceita ou dispensa sem mudar de página. Um dos destaques vai para o Dirty Sour, que fica no salino e cítrico, com gin não alcoólico, limão-taiti, shrub de pepino e perfume de absinto, e pede gin. Outro que vale experimentar é o Hibiscus junta hibisco, abacaxi, banana e bitter de cacau, e pede cachaça. Aberta em março em Pinheiros, a casa acertou também no que não está no copo: o salão é aconchegante para conversar sem esforço e a cozinha conta com pratos saborosos, do tipo que segura a mesa a noite inteira.

Rua Lisboa, 285, Pinheiros. Terça a quinta, das 18h à 0h; sexta e sábado, das 18h à 1h; domingo, das 14h às 20h. @barsetim

O drink sem álcool do Oculto: Libélula Prismática — Foto: Divulgação/ Brunno Carone

Cupuaçu, xarope de coco, limão, água de coco e aquafaba: a Libélula Prismática (R$ 32) é o drink que abre a seção sem álcool da nova carta do Oculto, assinada pela bartender Gabriela Fernandes com o Art Nouveau como fio condutor. Ao lado dela está o Véu do Castelo (R$ 32), aromático, de cordial de capim-limão e maçã verde, chá mate e cítricos. Achar a casa faz parte do programa: são 24 lugares atrás de um castelinho na Rua Fidalga, só com reserva.

Rua Fidalga, 120, Vila Madalena. Quarta, das 19h à 1h; quinta a sábado, das 19h às 21h30 e das 22h à 1h.@castelooculto

Experimente o Nero do Coda — Foto: Divulgação/Karim Rojas

Cold brew num drink sem álcool é a saída do Nero (R$ 28), que ainda leva suco de cranberry, xarope de bitter e limão. Para quem quer algo mais leve, o Apple Martini (R$ 28) vai de maçã verde, xarope de baunilha com pimenta, limão e água com gás. Os dois saem do balcão que Alê D’Agostino voltou a comandar oito anos depois do fim do Apothek, num casarão da Vila Buarque.

Rua Barão de Tatuí, 233, Vila Buarque. Terça a quinta, das 18h à 0h; sexta, das 17h à 1h; sábado, das 12h à 1h; domingo, das 12h às 17h. @_codabar

Mocktails do Astor — Foto: Bruno Geraldi/Divulgação

O Virgin Mojito (R$ 24) resolve a noite com limão, hortelã, xarope simples e água com gás, e é a pedida mais direta da carta sem álcool do Astor. Quem quiser algo menos óbvio pede o Sicilia Tropicale (R$ 30), de uva verde, maracujá, xarope de elderflower e Perrier. Um andar acima do SubAstor, o bar é comida de bar e boemia paulistana, frequentado por muita gente há duas décadas sem nunca ter precisado abrir o cardápio.

Rua Delfina, 163, Vila Madalena. Segunda, das 12h às 23h; terça e quarta, das 12h à 0h; quinta, das 12h à 1h; sexta e sábado, das 12h à 1h30; domingo e feriados, das 12h às 20h. @barastor

Azedinho de Grenadine — Foto: Divulgação

O Aluá de abacaxi com manjericão (R$ 19) é fermentado natural feito a partir das cascas da fruta, adoçado com xarope artesanal de manjericão. Ao lado dele, o Azedinho de Grenadine (R$ 19) mistura xarope de romã com especiarias e limão siciliano. Os dois saem no quintal arborizado onde o Expedito serve comida de brasa desde 2006, no Campo Belo, com o cachorro entrando junto.

Rua Ibituruna, 1540, Campo Belo. Terça a quinta, das 16h à 0h; sexta, das 12h à 0h45; sábado, das 9h à 0h45; domingo, das 9h às 21h. @expeditobar

Coco Free — Foto: Divulgação

Coco em cinco formatos num copo só: leite, água, espuma, leite condensado e a fruta desidratada por cima. É o Coco Free (R$ 43), do Selvagem. O outro mocktail da casa é o Jabuti (R$ 43), que parte do purê de jabuticaba com suco de laranja, mel, manjericão, alecrim e pó da própria fruta. Beber os dois com o Ibirapuera na frente é parte do apelo: o restaurante do chef Filipe Leite fica no Portão 5 do parque.

Av. Quarto Centenário, 454, Portão 5, Parque Ibirapuera. Terça a sexta, das 12h às 16h e das 19h às 23h30; sábado e domingo, das 12h às 17h e das 19h às 23h30. Pet friendly. @selvagemibirapuera

Soda de Cranberry e Limão Siciliano do Rói — Foto: Divulgação/ Feltran

A Soda de Cranberry e Limão Siciliano (R$ 26) chega com uma rosa comestível na borda. A de Maçã Verde com Gengibre (R$ 26) vem finalizada com um leque da própria fruta. As duas são simples de propósito, no ritmo do rooftop do Shops Jardins, que reproduz o clima das praias da Riviera Francesa sem as onze horas de voo.

Rua Haddock Lobo, 1626, 3º andar, Cerqueira César. Todos os dias, das 12h às 23h. @roimediterranee

Fig-Peasy no Sky Hall Terrace Bar — Foto: Israel Liz/ Divulgação

Compota de figo, albumina e limão-tahiti fazem o Fig-Peasy (R$ 32), o mocktail mais encorpado da carta do mixologista Renan Tarantino. O Pineapple Baby (R$ 32) puxa para o refrescante com abacaxi, falernum, hortelã e limão. Os dois são servidos no alto da Vila Nova Conceição, com a cidade inteira à vista e a cozinha do chef e sócio Martin Casilli para acompanhar.

Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 1327, Vila Nova Conceição. Terça a quinta e domingo, do meio-dia à meia-noite; sexta e sábado, do meio-dia às 2h. Pet friendly. @skyhallbar

Trinca Bar & Vermuteria — Foto: Divulgação/Tales Hidequi

Água de azeitona num drink sem álcool é o tipo de ideia que explica o Trinca. O Lichia Martini (R$ 24,90) leva lichia, laranja, açúcar e a salmoura, e o Sourzinho (R$ 24,90) mistura limão, limão siciliano, laranja, baunilha e manjericão. As receitas são dos sócios Tabata Magarão e Ale Bussab, na casa de Pinheiros que abriu o segmento de vermuteria em São Paulo.

Rua Costa Carvalho, 96, Pinheiros. Terça a quinta, das 18h às 23h; sexta, das 18h às 0h30; sábado, das 16h às 0h30. Fechado domingo e segunda. @trincabar

O Acqua Verde é uma das pedidas de mocktail no Madonna Cucina — Foto: Divulgação

O Bellini Bianco (R$ 26) refaz o clássico veneziano com purê de pêssego e espumante zero álcool, mantendo a taça e o gesto intactos. O Acqua Verde (R$ 34) segue outro caminho, com xarope de pepino, extrato de gengibre, limão siciliano e água com gás. Os dois são da mixologista Steph Marincovic e acompanham a proposta do italiano do Itaim comandado por Henrique Rosin, que trabalha contra a pressa.

Rua Pedroso Alvarenga, 677, Itaim Bibi. Segunda a sexta, das 19h à 0h; sábado, das 12h às 15h e das 19h à 0h. Fechado domingo. @madonnacucina

Mocktails do Taverna — Foto: Divulgação/ Rafael Criscuolo

Poção do Pulo, Poção da Resistência ao Fogo e Poção da Força são os três mocktails que a Taverna Medieval colocou na carta nova, feita para os dez anos da casa. A primeira leva capim-santo, mel, limão e maçã verde. A segunda, laranja, maracujá, hortelã e gengibre. A terceira, manjericão e morango. Os nomes vêm de antes e foram mantidos, as receitas são novas.

Rua Gandavo, 456, Vila Mariana. Terça a sexta, das 18h20 às 23h; sábado e domingo, das 14h às 23h. Só com reserva antecipada gratuita em tavernamedieval.com.br/reservas. @taverna_medieval

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