Equilibrivm II foi lançado no fim de julho, dois meses depois da estreia do primeiro volume do projeto que Anitta define como seu “propósito na vida em forma de arte”. Ao longo de 32 faixas, os dois álbuns traduzem um momento de amadurecimento pessoal e artístico da cantora, um movimento que também encontra eco na construção visual de sua nova era.
Se nas músicas aparecem letras mais íntimas e uma espécie de reverência a tudo o que aprendeu nos últimos anos, na beleza, essa mudança se traduz em escolhas que exaltam sua relação com a religião, a natureza e diferentes expressões culturais e folclóricas brasileiras. “Anitta já tem uma maquiagem muito característica, que foi moldada ao longo de sua carreira e serve de base para tudo. Em Equilibrivm, a levamos para um lugar visualmente mais suave, com excessos controlados e coordenado com a natureza ao redor. Já em Equilibrivm II, os símbolos de fé influenciam a estética”, explica João Miranda, maquiador da cantora, em entrevista à Vogue Brasil.
Ao todo, foram mais de 30 beauty looks desenvolvidos apenas para a segunda parte do projeto. Entre eles, estão maquiagens com flores naturais, pétalas de orquídea e aplicações de cristais, além de diferentes tons de batom vermelho. A cor aparece tanto em momentos lúdicos, à lá Carmen Miranda e Marilyn Monroe, quanto em referências ligadas ao candomblé. “Uma das cenas mais marcantes para mim é a que Anitta chora lágrimas de diamante, uma reflexão sobre como até o seu sofrimento virou objeto de consumo público”, conta João.
A maquiagem, no entanto, é apenas uma parte da narrativa. O cabelo e a manicure também acompanham as diferentes atmosferas das produções, que, mesmo nos momentos de festa, foge da estética dark que marcou o último álbum da cantora, Funk Generation. Nas unhas, a transformação vai das versões limpas e curtas às esculturais, com relevos e aplicações metálicas.
Quem assina os penteados da cantora é Fellipe Parks. Para construir os visuais, ele trabalhou volumes, texturas e proporções de acordo com a mensagem de cada música, mas manteve um elemento recorrente: o cabelo longo, solto e com ondas bem marcadas, que se tornou um dos fios condutores da beleza desta nova fase.
Para João Miranda, apesar das novas referências, a identidade visual de Anitta permanece reconhecível. Olhos e lábios bem desenhados e marcados continuam como sua assinatura, mas agora ganham uma leitura mais solar. Tons terrosos, blush com efeito de pele saudável e acabamentos luminosos entram no lugar da intensidade que marcou a era anterior.

