Alanis Morissette entrou com uma ação judicial contra sua ex-empresária de turnê, Keren Urinov, acusando-a de extorsão e fraude. Segundo a cantora, a profissional teria feito ameaças relacionadas a um episódio envolvendo drogas ocorrido durante uma viagem internacional.
Documentos apresentados na terça-feira (1º de setembro), obtidos pela revista PEOPLE, mostram que Morissette acusa Urinov, que trabalhou em sua turnê de 2025, de promover uma suposta “campanha de chantagem calculada” contra ela. O TMZ foi o primeiro veículo a divulgar a existência do processo.
“A autora, Alanis Morissette, é vítima de uma campanha de chantagem calculada, orquestrada por uma ex-empresária de turnê insatisfeita”, diz o processo. “Morissette não concordará em trabalhar com uma chantagista incompetente pelos próximos 15 anos, nem pagará um resgate sob ameaça.”
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Episódio teria acontecido em aeroporto britânico
De acordo com a ação, Morissette, de 52 anos, e sua equipe jurídica afirmam que Urinov foi selecionada para uma inspeção e acabou detida em um aeroporto do Reino Unido. Na ocasião, ela estaria viajando com a cantora e outros integrantes da equipe para uma apresentação na Espanha.
Ainda segundo os documentos, o gerente responsável pela turnê em 2025 teria informado à cantora e aos demais profissionais que as autoridades britânicas haviam prendido Urinov e emitido um mandado de apreensão.
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A justificativa apresentada pelas autoridades, conforme relatado no processo, seria a suspeita de que a bagagem contivesse maconha e xilazina, substância utilizada como tranquilizante.
Urinov teria apresentado aos policiais uma licença israelense que autorizava o uso medicinal de maconha. Depois disso, segundo a denúncia, ela foi liberada.
Ex-empresária teria feito exigências após a turnê
O processo afirma que, depois do encerramento da turnê, Urinov e seu advogado passaram a enviar à artista uma série de cartas descritas como “cada vez mais extorsivas”, nas quais ameaçavam tomar medidas judiciais contra ela.
Morissette sustenta que a ex-empresária teria exigido que ela informasse às autoridades britânicas que as drogas encontradas pertenciam à própria cantora. Caso contrário, enfrentaria consequências legais.
Segundo a denúncia, Urinov teria afirmado que Morissette poderia “pôr um fim ao assunto” caso aceitasse um contrato de trabalho de 15 anos em período integral.
A proposta incluiria “uma renda equivalente à de um diretor de turnê, com aumentos e bônus anuais”.
Cantora teria recusado acordo
Morissette, conhecida por sucessos como “Hands in My Pocket”, afirma que rejeitou o que classificou na ação como “exigências descaradas”.
Depois da recusa, Urinov e seu advogado teriam enviado uma nova carta na qual insinuavam que a cantora poderia ser denunciada por tráfico de drogas. Na ação, Morissette diz que decidiu recorrer à Justiça “a contragosto” e que “não teve outra escolha” diante do que considera alegações “manifestamente frívolas”.
A artista processa a ex-empresária por extorsão civil, fraude e deturpação negligente. Ela solicita uma indenização superior a R$ 387 mil (US$ 75 mil).
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