Charles Spencer “afirmou estar em contato com os príncipes William e Harry na sequência do lançamento de seu novo livro, “Swan Song: Diana, My Sister”, obra dedicada à memória de sua irmã, a Princesa Diana.
Em entrevista ao programa CBS Mornings, conduzida por Gayle King, Spencer explicou por que optou por manter o projeto em segredo até pouco antes de sua publicação. Segundo o autor, de 62 anos, a decisão de não avisar a família teve como principal objetivo blindar os sobrinhos, especialmente Harry – com quem passou o verão -, para deixar claro que eles não tiveram qualquer envolvimento ou influência no conteúdo.
A reação dos príncipes e da família
Questionado sobre a aprovação dos sobrinhos, Spencer esclareceu que não buscou aval, mas confirmou uma conversa prévia com Harry.
“Harry meio que perguntou: ‘Tem alguma coisa aí que me deixaria constrangido?’. Eu disse: ‘De jeito nenhum.’ Sou muito rigoroso com a privacidade das pessoas”, relatou.
Em entrevista à revista PEOPLE, o conde detalhou que comunicou o livro a William, Harry e às suas irmãs (Lady Sarah e Lady Jane) simultaneamente. Ele reconheceu que a surpresa inicial gerou certo chateamento entre os familiares por não terem sido consultados antes, mas reforçou que queria protegê-los de qualquer polêmica.
As irmãs, segundo Spencer, ainda estão processando a obra, que ele descreve como uma “pura celebração” de Diana e uma tentativa de desmistificar ideias equivocadas.
O livro também traz memórias delicadas, como a oposição de Charles Spencer à participação de William e Harry – então com 15 e 12 anos – no cortejo fúnebre da mãe em 1997. Questionado se sente culpa por não ter conseguido impedir o momento, Spencer foi direto:
“Sim, na verdade, sinto. Obviamente, não deveriam ter participado. Ninguém agora pode achar que essa foi a coisa certa a fazer.”
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_5dfbcf92c1a84b20a5da5024d398ff2f/internal_photos/bs/2022/X/v/VvC46cTMCHE1Q0xR2OHA/2019-04-14-gettyimages-52115254.jpg)
Repercussão oficial e revelações marcantes
Após trechos do livro virem a público, um porta-voz do Palácio de Buckingham declarou que a dor do luto fraternal pode “nublar a razão” e afetar o julgamento e a memória anos após a perda. Em resposta à BBC, Spencer manteve sua posição: “Estou dizendo a verdade.”
Entre as passagens mais comentadas da obra de 350 páginas estão relatos sobre o comportamento do Rei Charles logo após a tragédia e lembranças sobre a vida da princesa. Para o conde, o livro cumpre um propósito afetivo claro:
“Na minha opinião, este livro é algo que [Diana] gostaria. Ela sempre adorou quando eu a elogiava, e este livro tem 350 páginas de elogios.”

