O que acontece depois de um “final feliz”? Essa é a pergunta que fiz para Bruna Marquezine e Sérgio Malheiros sobre a segunda temporada de “Amor da Minha Vida”, série original do Disney+ que chega ao streaming nesta sexta-feira (09.10). Além dos protagonistas, retornam para o novo capítulo Danilo Mesquita e Rayssa Bratillieri; e Alanis Guillen, Clarice Falcão, Gleici Damasceno e Rômulo Estrela chegam para bagunçar a narrativa do casal.
No primeiro episódio, que começa no mesmo ponto em que termina a primeira temporada, Bia (Bruna Marquezine) e Victor (Sérgio Malheiros) decidem elevar o status de melhores amigos a namorados. No entanto, Victor precisa voltar a São Paulo para terminar com Paula (Rayssa Bratillieri) e decidir o futuro de sua hamburgueria de sucesso, enquanto Bia começa a trabalhar em uma agência de comunicação e reencontra o ex Marcelo (Danilo Mesquita). Enquanto tentam navegar por esse novo relacionamento e se acomodar à rotina, o caminho dos protagonistas é atravessado por novas amizades – ou seriam paixões?
“Depois do ‘felizes para sempre’, o que é o pra sempre? E pra ela é um grande choque, assim, porque eu acho que ela tinha idealizado uma coisa que é um pouco imatura. Eu acho que ela nem tem muita culpa porque ela desconhece um amor mais aterrado, né? Mais realista, e aí ela tem que enfrentar essa realidade” reflete Bruna sobre a trajetória de sua personagem.
Considerado o “mocinho” da história, na sequência, Victor entrega reviravoltas que podem surpreender os espectadores. Sérgio enxerga como uma evolução natural: “Eu acho que a série toda amadureceu muito, e os problemas que a gente traz agora são problemas mais maduros. A dificuldade de uma segunda temporada é justamente chegar num lugar mais profundo, sem perder a leveza que a gente trouxe na primeira. Então, eu acho que esse é o momento que a gente vai descobrir as coisas ruins, os defeitos, as imperfeições de cada um, e o Victor não é diferente”.
“Eu acho que o que amadureceu foram os conflitos: tem conflitos mais maduros, mas eles não estão. Os personagens se colocam em situações que precisam de mais amadurecimento. Eles cresceram para os desafios da primeira temporada, e agora vêm os desafios da segunda” completa René Sampaio, que divide a direção com Tatiana Sampaio e Matheus Souza, também criador e roteirista.
Seguindo a narrativa, as surpresas também chegam para os personagens de Danilo e Rayssa. “Eu acho que as pessoas vão se surpreender com o Marcelo, porque ele e a Bia estão em outro lugar, né? Eles conseguiram transformar o sentimento em outra coisa. Não ficou só a dor, a tristeza. Mas o destino sempre coloca um na vida do outro. E essa amizade, esse reencontro, eu acho que as pessoas vão se identificar” adianta o ator.
“A vida atravessa a Paula. É importante representar uma mulher que pega a sua história, os seus traumas, os seus medos, e faz disso algo melhor, sabe? Independente se o público gostar ou não, tem que aceitar que o ser humano é contraditório. Eu acho que isso é o mais legal da segunda temporada, sabe? Tá todo mundo ali tentando acertar, errando muito” conta Rayssa.
Fora das telas, Rômulo também se surpreendeu ao receber o roteiro de seu personagem Zé Henrique: “O Zé é um personagem completamente diferente de mim, a gente não tem nada parecido. Mas é importante também a gente entender que homens como o Zé Henrique existem. E são caras problemáticos, que precisam de ajuda e nem sempre se abrem pra isso.
Por sua vez, Alanis – fã da primeira temporada –, recebeu o papel com emoção: “Foi um convite maravilhoso. Eu me encantei muito por ser uma série que você se identifica com um pouco de todos os personagens. Você vê como são errantes, e aí entende que a vida é assim, todo mundo tem o seu momento de caminhar, errar e aprender e evoluir. Isso me encantou muito.”


