O tão aguardado reencontro do Príncipe Harry com o Rei Charles III pode ter marcado uma virada positiva na relação entre pai e filho, mas o mesmo não se aplica ao vínculo com o Príncipe William.
A distância emocional entre os irmãos permanece inalterada. “Está tudo tão rompido”, revelou uma fonte à revista PEOPLE em uma reportagem exclusiva de capa. Outra pessoa próxima a William e Harry reforçou o cenário de afastamento total: “Sinceramente, achei que a situação já teria melhorado um pouco. Mas não houve nenhuma mudança, principalmente por parte de William. Não há contato.”
Mesmo estando a apenas 19 quilômetros de distância um do outro em Londres no dia 7 de julho (primeiro dia da viagem de Harry ao Reino Unido), em nenhum momento houve a expectativa de um encontro entre os irmãos.
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O histórico da crise e a distância entre os primos
A tensão entre os filhos da Princesa Diana, que no passado eram extremamente unidos, começou a escalar após o afastamento de Harry e Meghan Markle dos deveres reais em 2020. O cenário se agravou de vez com o lançamento do livro de memórias de Harry, Spare (2023), no qual ele expôs detalhes íntimos dos bastidores da família real.
Infelizmente, esse abismo familiar agora se estende para a próxima geração da realeza: de um lado, os filhos do Príncipe e da Princesa de Gales: Príncipe George, de 12 anos, Princesa Charlotte, 11, e Príncipe Louis, 8. Do outro, os filhos de Harry e Meghan: Príncipe Archie, 7, e Princesa Lilibet, 5.
Os primos em primeiro grau não possuem qualquer convivência, já que Archie e Lilibet vivem com os pais na Califórnia. Para o autor especializado na família real, Simon Vigar, o cenário atual seria doloroso para a mãe dos príncipes: “[A princesa] Diana ficaria devastada com o rumo que as coisas tomaram, principalmente porque eles já foram muito próximos”.
O caminho para uma possível reconciliação
Historiadores e especialistas reais enxergam com ceticismo uma trégua entre os irmãos no curto prazo. Para Robert Lacey, historiador da realeza, a barreira é de orgulho. “A ruptura é muito profunda e duradoura. Na minha opinião, ela não mudará até que Harry tome uma atitude e peça desculpas”, pontuou à PEOPLE.
A historiadora Amanda Foreman complementa que o impasse reside na inflexibilidade de ambos: “Todos querem que [a reconciliação] aconteça nos seus termos, mas é isso que torna tudo impossível.”
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Trégua com o Rei Charles e esperança para o futuro
Se a relação com o irmão segue congelada, o mesmo não se pode dizer da ligação de Harry com o pai. Apesar de ter enfrentado um caminho burocrático difícil em relação à segurança e ao alojamento de sua família na Grã-Bretanha, o duque conseguiu concretizar um reencontro muito aguardado.
Harry viajou sozinho primeiro, enquanto Meghan, Archie e Lilibet voaram de Portugal, onde a família passava férias, para a Grã-Bretanha no dia 9 de julho. No dia seguinte, eles se reuniram com o Rei Charles e a Rainha Camilla, marcando a primeira vez que o monarca viu os netos em quatro anos. O encontro foi classificado por fontes como um passo significativo e trouxe esperança renovada: “O relacionamento está melhor”, garantiu uma fonte próxima.
O próprio Príncipe Harry já havia deixado claro o seu desejo de colocar um ponto final nas desavenças, em declaração dada à BBC em maio de 2025:
“Eu adoraria me reconciliar com minha família. Não há mais sentido em continuar brigando.”
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