Charles Spencer, irmão da princesa Diana, compartilhou uma prévia de seu novo livro de memórias e revelou uma percepção emocionante após concluir a obra. Aos 62 anos, o 9º Conde Spencer afirmou acreditar que Diana teria aprovado o conteúdo de Swan Song: Diana, My Sister, que será lançado em 22 de setembro.
Nas redes sociais, Spencer apresentou o livro como uma obra especialmente íntima e explicou que o projeto representa uma homenagem à irmã, morta em 1997. Ao publicar imagens do primeiro exemplar físico, ele escreveu:
“É sempre um momento incrível e emocionante para um autor segurar o primeiro exemplar físico de um novo livro – e ainda mais para mim com Swan Song, o mais pessoal dos dez livros que escrevi nas últimas três décadas”.
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“No fundo, esta é uma simples homenagem de um irmão a uma irmã extraordinária.” A relação emocional com o conteúdo ficou ainda mais evidente durante a gravação da versão em audiolivro. Spencer contou que passou três dias lendo suas próprias memórias em voz alta e, ao finalizar o trabalho, teve uma certeza sobre o que havia escrito.
“Quando terminei a gravação, pensei: ‘É exatamente isso que eu queria e precisava dizer – e acredito que ela teria aprovado cada palavra’”, escreveu.
O lançamento marcará a primeira vez que Spencer falará de maneira tão ampla sobre Diana. A publicação chega poucas semanas depois do aniversário de 29 anos da morte da princesa, que perdeu a vida em um acidente de carro em Paris, em 31 de agosto de 1997.
Desde a morte da irmã, Spencer se tornou uma das principais vozes na defesa do legado de Diana. No funeral realizado em setembro daquele ano, ele fez um discurso marcante, no qual descreveu a princesa como a “própria essência da compaixão, do dever, do estilo, da beleza”.
Na ocasião, também criticou a forma como Diana foi tratada pela imprensa e pela família real, chegando a descrevê-la como “a pessoa mais perseguida da era moderna”. Anos depois, em entrevista à PEOPLE, Spencer revelou que carregava sentimentos de culpa e impotência após a morte da irmã.
“Eu estava furioso, não apenas com raiva”, disse ele. “[Pensei] o que eu poderia ter feito. Mas você sempre pensa, meu Deus, como eu gostaria de tê-la protegido. Foi simplesmente… devastador.” “Eu sempre senti… um forte instinto protetor em relação a ela”, acrescentou.
Com o novo livro, o irmão da princesa pretende apresentar uma visão particular sobre quem ela era longe da imagem pública construída ao longo dos anos.
“O objetivo deste livro é contar a verdade sobre Diana a partir da perspectiva de seu irmão, assim como tentei fazer quando falei em seu funeral”, disse Spencer no comunicado de imprensa do livro.
“Assim como em meu elogio fúnebre, quero falar em nome de Diana e fazê-lo de uma forma abertamente positiva.”
Segundo Spencer, a decisão de escrever as memórias também foi influenciada pelo aumento dos pedidos de entrevistas sobre Diana conforme se aproximava mais um aniversário de sua morte. “Isso me convenceu a registrar meus próprios pensamentos e memórias, de uma vez por todas, em vez de ter o desconforto de ler novamente as opiniões de outras pessoas, muitas das quais são baseadas em inverdades que foram aceitas ao longo do tempo”, explicou.
O sentimento de proteção de Spencer também envolveu os sobrinhos, príncipe William e príncipe Harry, que ainda eram adolescentes quando perderam a mãe.
Em seu próprio livro de memórias, Spare, Harry contou que o tio teria se revoltado diante da possibilidade de os dois irmãos caminharem atrás do caixão de Diana durante o funeral. “De acordo com o plano mais recente, o caixão seria puxado pelas ruas em uma carruagem puxada por cavalos pela Tropa do Rei, enquanto Willy e eu o seguíamos a pé”, escreveu Harry.
“Parecia demais pedir para dois meninos tão jovens. Vários adultos ficaram horrorizados. O irmão da mamãe, o tio Charles, fez um escândalo. ‘Vocês não podem fazer esses meninos andarem atrás do caixão da mãe! É bárbaro.’”
Mais do que relembrar episódios da vida da princesa, Spencer espera que o livro ajude pessoas que não tiveram a oportunidade de acompanhar Diana durante seus anos de maior exposição a compreender melhor sua personalidade.
“Ficaria muito feliz se aqueles que são muito jovens para se lembrarem dela em seu auge sentissem – depois de lerem isto – que ‘entenderam’ quem ela realmente era”, afirmou.
Na visão do irmão, a intenção é mostrar Diana para além do título e da imagem de ícone mundial, resgatando também suas características pessoais.
Para Spencer, ela foi “uma personagem única e dinâmica, cheia de amor, carisma e insegurança, que viveu intensamente e deixou o mundo um lugar muito melhor, apesar de ter partido tão jovem”.
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