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Lito Sousa deixou desejo sobre destino das cinzas antes de morrer


Mila Seidl, viúva de Lito Sousa, revelou neste domingo (04.10) o que será feito com as cinzas do influenciador e especialista em aviação após a cremação. O profissional morreu aos 59 anos na última quinta-feira (1º), em São Paulo, depois de enfrentar uma rara e grave doença neurológica.

Segundo a empresária, Lito havia deixado um pedido sobre o destino de seus restos mortais. A intenção era que as cinzas fossem divididas entre lugares que tiveram importância em sua trajetória profissional e pessoal.

Mila comentou o assunto ao declarar apoio à campanha que circula nas redes sociais para que o Aeroporto Internacional de Guarulhos passe a levar o nome do influenciador. O local teve papel importante na carreira de Lito, que trabalhou no aeroporto durante cerca de 30 anos.

Além da atuação profissional em Guarulhos, foi no aeroporto que surgiram algumas das ideias que posteriormente deram origem ao projeto “Aviões e Músicas”, que tornou Lito conhecido nas redes sociais.

“Eu vejo com muito amor essa ideia. O aeroporto de Guarulhos tem uma representação na vida dele inexplicável. Ele trabalhou lá por três décadas. Inclusive, ele pediu que as cinzas dele fossem jogadas um pouco em Congonhas, onde ele começou, um pouco em Guarulhos e um pouco em algum lugar que tivesse uma representação especial para mim”, contou nos stories.

Cinzas serão divididas entre três lugares

De acordo com o relato da viúva, os restos mortais de Lito serão destinados a três locais diferentes, todos ligados de alguma maneira à vida do especialista.

Congonhas: foi onde Lito deu os primeiros passos na carreira dentro da aviação.

Guarulhos: aeroporto no qual trabalhou por aproximadamente três décadas e que considerava um lugar extremamente especial em sua trajetória.

Local reservado: um terceiro espaço, cujo endereço não foi revelado, terá significado íntimo para Mila e para Malone, filho de sete anos que Lito deixou.

A decisão segue um desejo manifestado pelo próprio influenciador antes da morte e representa diferentes capítulos de sua história.

Doença teve evolução rápida

O velório de Lito Sousa aconteceu na sexta-feira (2), na Zona Norte de São Paulo. Durante a despedida, Mila falou sobre a velocidade com que a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) avançou e transformou o estado de saúde do marido.

A enfermidade é uma condição neurológica rara, degenerativa e de rápida progressão. No caso de Lito, a evolução aconteceu em um período curto e provocou uma série de mudanças em seu quadro clínico.

“É uma doença avassaladora. Em dias, ela muda todo o cenário. Então, foi muito difícil, difícil mesmo”, declarou Mila durante o velório, conforme divulgado pela revista Quem.

Mila Seidl e Lito Sousa — Foto: Reprodução/Instagram
Mila Seidl e Lito Sousa — Foto: Reprodução/Instagram

Diagnóstico e tentativa de tratamento

Lito havia revelado publicamente o diagnóstico inicial de câncer de próstata em 20 de julho. Durante a internação no Hospital Israelita Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, o especialista apresentou outros sintomas que chamaram a atenção dos médicos, entre eles uma inflamação no sistema nervoso central, dormência no braço esquerdo e perda parcial dos movimentos.

Cerca de um mês depois, em 21 de agosto, Mila confirmou que o diagnóstico havia sido atualizado para doença de Creutzfeldt-Jakob.

A família passou então a buscar alternativas para tentar conter a evolução da doença. Seguidores também se mobilizaram para ajudar nas buscas por tratamentos experimentais e pela possibilidade de participação em estudos clínicos realizados nos Estados Unidos.

Mila Seidl e Lito Sousa — Foto: Reprodução/Instagram

Em 4 de setembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação de uma substância experimental que seria utilizada no tratamento de Lito.

A situação, porém, se agravou antes que o medicamento pudesse produzir qualquer resultado significativo. O atendimento domiciliar precisou ser interrompido e o especialista voltou a ser internado.

Em 26 de setembro, Mila relatou que não havia apresentado melhora mesmo após receber o produto em fase de testes.

Lito Sousa morreu cinco dias depois, na quinta-feira (1º), aos 59 anos, em São Paulo. Além do trabalho na aviação, ele ficou conhecido nas redes sociais por compartilhar informações, curiosidades e experiências relacionadas ao setor, construindo uma comunidade de seguidores interessados no universo da aviação.

Lito Sousa — Foto: Reprodução/X

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