Quem está por São Paulo pode prestigiar duas aberturas no MASP. Desde sexta-feira (03.07), o museu ocupa o Vão Livre e o primeiro andar do Edifício Lina Bo Bardi com Casa María Lionza, da venezuelana Sol Calero, e Carolina Caycedo: confluências, da artista colombiana.
No Vão Livre, Sol Calero levanta uma vila em miniatura, pintada em tons que remetem à arquitetura popular latino-americana, com fachadas, bancos, janelas e portas dispostos para criar um espaço de estar e encontro. É a primeira obra da artista venezuelana exibida no Brasil, batizada de Casa María Lionza, em cartaz até 30 de maio de 2027, com curadoria de Adriano Pedrosa e Laura Cosendey.
Calero nasceu em Caracas em 1982 e há anos investiga, através dessas construções coloridas, questões de identidade, pertencimento e os modos como a cultura latino-americana é vista e consumida de fora. Em 2024, ela já havia ocupado a 60ª Bienal de Veneza com o Pabellón Criollo. O espaço no MASP também vai receber programação cultural ao longo do período em cartaz.
No primeiro andar, Carolina Caycedo: confluências convida o visitante a percorrer fotografias, instalações, vídeos, performances e desenhos que seguem o curso de rios e das comunidades que vivem às margens deles. É a primeira individual da artista em um museu de São Paulo. Caycedo nasceu em Londres em 1978 e cresceu na Colômbia, à beira do rio Magdalena, paisagem que atravessa boa parte do que produz até hoje.
A mostra, que conta com curadoria de Isabella Rjeille, fica em cartaz até 4 de outubro. Ela também integra a edição atual da Bienal de Veneza. Um dos pontos altos da mostra é Confluências, instalação inédita comissionada pelo MASP, nascida de um encontro com movimentos sociais durante a COP30, em Belém. Depois da capital paulista, a exposição viaja para o El Museo del Barrio, em Nova York.

