Phyllida Law, atriz escocesa conhecida por seus trabalhos no teatro, na televisão e no cinema, morreu aos 94 anos. Mãe das também atrizes Emma e Sophie Thompson, ela construiu uma carreira de oito décadas e chegou a trabalhar ao lado das filhas em diferentes produções.
A morte aconteceu em 27 de julho, mas foi confirmada apenas semanas depois, na terça-feira, 18 de agosto, pela empresária da atriz, Jacky Leggo, à BBC News. A causa da morte não foi divulgada.
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Segundo a empresária, Law morreu tranquilamente em casa, acompanhada pela família. “Faleceu de forma extremamente tranquila em casa, cercada por toda a sua família”, afirmou Leggo em comunicado. “Trabalhamos juntas por mais de cinquenta anos e ela era uma pessoa linda por dentro e por fora.”
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Nascida em Glasgow, na Escócia, em 1932, Phyllida inicialmente estudou em uma escola de teatro com o objetivo de trabalhar como cenógrafa. Mais tarde, porém, decidiu seguir a carreira de atriz, segundo a BBC.
Ao longo de aproximadamente oito décadas, Law atuou em produções teatrais, televisivas e cinematográficas. Em parte desse percurso, teve a oportunidade de dividir o trabalho com as próprias filhas.
Phyllida teve Emma, atualmente com 67 anos, e Sophie, de 64, com o ator Eric Thompson. Os dois se casaram em 1957 e permaneceram juntos até a morte dele, em 1982, aos 53 anos. Após a perda do pai, Emma revelou que ela, a irmã e a mãe se tornaram ainda mais próximas. Em 1997, a atriz contou que o período após a morte de Eric fortaleceu profundamente o vínculo entre as três.
“Agora acho que se meu pai ainda estivesse vivo, seria muito diferente”, disse Emma na época. “Quer dizer, conhecemos muito melhor a mamãe porque passamos muito tempo juntas, começamos a viajar e a ir de férias juntas, e todas moramos na mesma rua, a três casas de distância uma da outra. Somos muito mais unidas por causa desse acontecimento em nossas vidas, além disso, somos três atrizes que sempre tivemos que nos sustentar sozinhas, nunca tivemos o apoio de ninguém.”
“Minha mãe sempre trabalhou, eu sempre trabalhei quando era casada e minha irmã trabalha. Então isso criou uma espécie de triunvirato bastante forte”, continuou a estrela de Simplesmente Amor na época, antes de brincar: “É um pouco alarmante, na verdade”.
A parceria entre Phyllida e Emma apareceu em diversos filmes. Na década de 1990, as duas atuaram juntas em Muito Barulho por Nada e Os Amigos de Peter, produções dirigidas e estreladas por Kenneth Branagh, então marido de Emma.
Mãe e filha também interpretaram personagens com esse mesmo vínculo em The Winter Guest, primeiro longa dirigido por Alan Rickman. A dupla voltou a trabalhar junta em Nanny McPhee. No filme infantil de 2005, Phyllida emprestou a voz à Sra. Partridge, enquanto Emma interpretou a protagonista e participou da elaboração do roteiro. Phyllida também dividiu a tela com Sophie. As duas interpretaram mãe e filha em Emma, filme de 1996 estrelado por Gwyneth Paltrow.
Além dessas colaborações familiares, Law teve uma extensa trajetória profissional. Ela ganhou destaque no teatro e na televisão durante as décadas de 1960, 1970 e 1980 e, posteriormente, participou de filmes como Saving Grace (2000), The Time Machine (2002) e Unleashed (2005).
Seu último trabalho no cinema foi Then Came You, lançado em 2020 e estrelado por Craig Ferguson e Kathie Lee Gifford. A aparição pública mais recente de Phyllida aconteceu em setembro de 2025, durante a estreia de Dead Of Winter, filme estrelado por Emma.
Na première realizada em Londres, Emma posou ao lado da mãe e da filha, Gaia Wise, fruto de seu casamento com Greg Wise. Durante o evento, Gaia protagonizou um momento carinhoso ao dar um beijo na bochecha da avó.
Phyllida também registrou parte de sua trajetória em um livro de memórias publicado em 2017. Em Dead Now Of Course: A Heartwarming Memoir of Life in the Theatre and a Famous Courtship, ela relembrou os primeiros anos como atriz e o relacionamento com Eric Thompson.
Na época do lançamento da obra, Law falou com bom humor sobre como gostaria que fosse sua despedida. Em entrevista ao The Telegraph, ela revelou que pretendia realizar uma cerimônia simples e que gostaria que o funeral terminasse cedo o suficiente para que os convidados pudessem seguir para o teatro.
“Eu gostaria de uma cerimônia humanista, eu acho. Meu melhor amigo, Mildew, morreu sozinho num caixão de papelão. Eu gostaria disso também. É terrivelmente caro, sabe? Você paga muito para morrer”, disse ela ao The Telegraph em 2017. “Eu gostaria de um pouco de jazz, sem leituras. Mas meu funeral precisa ser à tarde, com a cortina abrindo às 14h30, para que as pessoas possam ir ao teatro depois e fazer a festa aqui outro dia.”
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