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Depois de ser reconhecida no Brasil em 2025, Nina Silva voltou a conquistar um prêmio do BRICS Women’s Startup Contest. Fundadora do Movimento Black Money, a executiva foi novamente vencedora na categoria Education and Skill Development (Educação e Desenvolvimento de Habilidades). Desta vez, a premiação aconteceu em Nova Déli, na Índia, durante a cerimônia realizada em 9 de setembro.
O concurso é promovido pela BRICS Women’s Business Alliance (WBA). Em 2026, com a Índia na presidência do bloco, a secretaria da iniciativa ficou sob responsabilidade da Federação das Câmaras de Comércio e Indústria Indianas (FICCI).
A premiação contempla seis categorias temáticas distribuídas em três níveis de maturidade e reúne 18 vencedoras, selecionadas entre empreendedoras de 11 países. Brasil, Índia, China, África do Sul, Egito e Emirados Árabes Unidos estão entre as nações representadas. Para definir as vencedoras, a WBA considera critérios como impacto, inovação e desempenho comercial dos negócios.
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A primeira conquista de Nina aconteceu em julho de 2025, também na categoria de Educação e Desenvolvimento de Habilidades, na etapa Scale-up. Na ocasião, o anúncio foi feito durante o BRICS Business Forum, realizado no Rio de Janeiro, quando o Brasil ocupava a presidência do bloco. Mais de mil empreendedoras participaram daquela edição, que distribuiu 18 prêmios.
Agora, a executiva recebeu novamente o reconhecimento a milhares de quilômetros do Brasil, em um país que se destaca mundialmente pelo setor de tecnologia e pela infraestrutura digital pública.
“Receber novamente um reconhecimento dentro do BRICS mostra que soluções nascidas para enfrentar desigualdades brasileiras podem ganhar escala global. Não quero internacionalizar apenas a minha trajetória, quero internacionalizar oportunidades”, afirma Nina Silva.
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Movimento Black Money atua em tecnologia e inclusão econômica
Criado em 2017 por Nina Silva e Alan Soares, o Movimento Black Money funciona como um ecossistema dedicado à inovação, ao empreendedorismo e à inclusão econômica da população negra.
A iniciativa reúne seis frentes de atuação, que passam por formação profissional, tecnologia, serviços financeiros, empregabilidade e empreendedorismo. Entre os projetos estão o D’Black Bank, fintech de crédito voltada a empreendedores negros, e o Afreektech, programa de capacitação digital que disponibilizou 30 mil vagas gratuitas em cursos de áreas como dados, inteligência artificial, marketing e vendas.
Ao longo de sua atuação, o Movimento Black Money afirma ter impactado cerca de 20 mil pessoas. Mais de 50 empresas parceiras também têm acesso ao banco de talentos formado pelos participantes das iniciativas.
A organização defende que o fortalecimento da economia negra deve ser encarado não apenas como uma pauta social, mas como uma estratégia de desenvolvimento econômico.
“Quando uma mulher negra brasileira chega a um espaço internacional sendo reconhecida por educação, tecnologia, inovação e desenvolvimento econômico, ela não está levando apenas uma empresa ou uma trajetória individual. Está levando uma tese. Não existe desenvolvimento econômico sustentável desperdiçando talento”, reforça Nina.
Executiva busca novos negócios na Índia
A viagem de Nina Silva à Índia começou em 7 de setembro, quando ela chegou à capital indiana acompanhada da delegação brasileira ligada à Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Além da cerimônia de premiação, realizada no dia 9, a agenda incluiu encontros da BRICS Women’s Business Alliance e compromissos relacionados ao BRICS Business Forum, com programação até 12 de setembro e participação em rodadas de negócios.
Mais do que receber o reconhecimento, Nina pretende aproveitar a passagem pela Índia para estabelecer novas conexões comerciais e buscar parcerias nas áreas de educação tecnológica, inclusão produtiva e acesso a mercados internacionais.
Com mais de duas décadas de carreira no setor de tecnologia, a executiva foi eleita Mulher Mais Disruptiva do Mundo pelo Women in Tech Global Awards, em 2021, e integra o grupo de 12 embaixadoras globais do Cannes Lions 2026.
“Não quero apenas mais mulheres negras sendo convidadas para falar sobre diversidade. Quero mulheres negras negociando tecnologia, captando investimento, exportando soluções e participando das decisões econômicas. O verdadeiro prêmio será transformar reconhecimento internacional em capital, mercado e oportunidades para quem historicamente ficou fora dessas conexões”, afirma.
Seis frentes de atuação
Desde sua criação, o Movimento Black Money trabalha para ampliar a circulação de dinheiro, conhecimento e tecnologia dentro da comunidade negra.
A atuação é dividida em seis áreas: formação tecnológica, por meio do Afreektech; serviços financeiros, com o D’Black Bank; comercialização, pelo Mercado Black Money; empregabilidade, com o Black Vagas; conexão entre marcas e comunidade, por meio do MBM Project; e apoio a mães solo e empreendedoras, através do Impactando Vidas Pretas.
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