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os desafios do consumo da arte contemporânea brasileira


O colecionismo pode ser reposicionado como um ato de consciência — econômica, cultural e política. Investir em arte, especialmente em artistas contemporâneos e de trajetórias historicamente marginalizadas, não é apenas uma escolha estética. É uma forma de redistribuir visibilidade, recursos e reconhecimento dentro de uma cadeia global que representa a cultura de um povo. “Como curadora, meu trabalho parte da escuta. Busco artistas com consistência, pesquisa e disposição para construir relações honestas. Quero ver mais pessoas negras colecionando arte, construindo patrimônio e participando ativamente do mercado. Se o mercado não abre espaço, a gente constrói o próprio, e convida outras pessoas interessadas a entrar”, contextualiza a galerista.



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