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Príncipe Harry perde batalha judicial histórica contra tabloide britânico em Londres


O Príncipe Harry sofreu um revés jurídico definitivo em sua longa batalha contra a imprensa sensacionalista britânica. Nesta terça-feira (07.07), o tribunal rejeitou todas as acusações de violação de privacidade movidas pelo Duque de Sussex e por mais seis figuras de destaque — incluindo o cantor Elton John, a atriz Elizabeth Hurley e a designer Sadie Frost — contra a editora Associated Newspapers Limited (ANL), responsável pelas publicações Daily Mail e Mail on Sunday.

A decisão judicial foi proferida pelo juiz Nicklin em Londres, no mesmo momento em que o príncipe cumpria agenda na capital britânica para um evento dos Jogos Invictus. Após um julgamento que se estendeu por 46 dias, o magistrado concluiu que os requerentes não conseguiram provar que a ANL utilizou métodos ilícitos, como interceptação telefônica, contratação de investigadores particulares, subornos ou artimanhas de enganação, para obter informações privadas entre a década de 1990 e 2011, definindo que a mera suspeita não era suficiente para sustentar o caso.

Postura firme e histórico nos tribunais

Apesar de provavelmente ter sido notificado sobre a derrota minutos antes, Harry, de 41 anos, não demonstrou sinais de frustração ao chegar para um compromisso na Chatham House pouco após o veredito, mantendo-se participativo e otimista. O resultado encerra de forma definitiva a série de ações movidas por ele contra este grupo editorial específico.

O histórico do príncipe com os tabloides acumula desfechos variados nos últimos anos:

Caso Meghan Markle (2018): A Duquesa de Sussex, atualmente com 44 anos, venceu o Mail on Sunday após o jornal publicar uma carta pessoal enviada ao pai dela, Thomas Markle, recebendo na época uma indenização simbólica de £1 (US$ 1,36).

Acordo com o The Sun: Em outra frente jurídica, Harry garantiu um acordo surpreendente com a editora do jornal, que resultou no pagamento de uma indenização de oito dígitos e em um pedido de desculpas inédito por ações ilegais.

O impacto familiar e as queixas contra a imprensa

Durante o seu depoimento presencial no caso contra a ANL em janeiro de 2026, Harry desabafou sobre a perseguição midiática sofrida desde o início do seu relacionamento em 2016, classificando a cobertura sobre Meghan como “cruel” e “às vezes racista”. Segundo o duque, os ataques se intensificaram durante a gravidez e após o nascimento do primeiro filho do casal, o Príncipe Archie.

“Eles transformaram a vida da minha esposa em um verdadeiro inferno, meu Senhor. É fundamentalmente errado nos submeter a tudo isso novamente”, declarou Harry ao tribunal na época, relatando o desgaste do processo.

Impasse na segurança impede vinda da família ao Reino Unido

A viagem do Príncipe Harry a Londres ocorreu sem a presença de Meghan e dos filhos, o Príncipe Archie, de 7 anos, e a Princesa Lilibet, de 5. De acordo com informações obtidas pela revista PEOPLE, a decisão de não trazer a família decorreu estritamente de preocupações com a segurança deles.

Os Sussex perderam o direito à proteção policial automática no Reino Unido quando se afastaram das funções reais para morar na Califórnia, em 2020. Desde então, Harry tenta restabelecer as medidas de segurança no país por vias legais.

A defesa do duque alega que o Comitê Executivo para a Proteção da Realeza e Figuras Públicas (RAVEC) deveria revisar anualmente o nível de risco e proteção oferecido a ele, mas a última análise formal foi realizada há quase sete anos, permanecendo sem conclusão até o fim de junho deste ano.

Em maio de 2025, logo após perder um dos recursos judiciais sobre o tema, Harry desabafou à BBC sobre a tristeza do afastamento de sua terra natal:

“Não consigo imaginar um mundo em que traria minha esposa e filhos de volta ao Reino Unido neste momento. Sinto falta do Reino Unido. Acho muito triste não poder mostrar minha terra natal aos meus filhos”.



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