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‘Sem medo de ser grande’


Liniker: Acho que não tinha, de verdade. Não tinha malícia. Por isso, acho que não tive muito medo naquele começo. Eu só tinha a música, e ela era minha maior defesa. Depois que eu terminava de cantar, voltava a ser a Liniker de Araraquara, tímida, caipirona. Mas quando eu estava no palco, nada me amedrontava. E nesse show no Jongo Reverendo, a gente foi de carro de Santo André para São Paulo, o carro quebrou na frente do Cemitério da Consolação e empurramos até lá. Perrengue total. Eu pensando: “Não posso suar, tenho um show daqui a pouco”. Aí chego e aquele povo cantando todas as minhas músicas. Não lembro muito, tenho alguns flashes. É muito doido pensar que ali a história se fez para mim, para você, para Lina (Pereira dos Santos, nossa Linn da Quebrada), para todas as outras que estavam chegando naquela geração.



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