Bryan Seaver, sobrinho de Dolly Parton e ex-chefe de segurança da cantora, teria enviado uma série de mensagens agressivas e repletas de palavrões apenas quatro dias antes da morte da artista. Os e-mails vieram à tona em documentos judiciais relacionados à disputa entre Seaver e pessoas ligadas aos negócios da estrela country.
Segundo documentos obtidos pelo Page Six, uma troca de e-mails intitulada “Enc: Carta de Dolly” circulou entre integrantes da equipe da cantora antes de Seaver enviar uma resposta em 21 de agosto. Dolly morreu quatro dias depois, em 25 de agosto, aos 80 anos.
“Oi, Billy. Reclamação recebida. Se você acha que minha linguagem dura é demais para você ou seus fornecedores falidos, espere só até meus advogados começarem a te ferrar”, teria escrito Seaver.
Não está claro quem seria “Billy”. Entre os participantes da troca de mensagens, porém, estariam Danny Nozell, empresário de Dolly por mais de duas décadas, integrantes da equipe da cantora e funcionários da empresa de segurança de Seaver.
Em outros trechos, ele teria elevado ainda mais o tom. “Vamos jogar bola, seu perdedor de merda. Por que a sua parte neste projeto está sempre uma bagunça e atrasada?”, dizia uma das mensagens. Seaver também teria escrito: “Por favor, com açúcar por cima, vamos à violência legal, seu nerd magro e gordo inútil”. O e-mail terminaria com outro xingamento direcionado ao destinatário.
Como partes significativas da conversa foram censuradas nos documentos, não foi possível determinar se Seaver respondia diretamente a uma carta escrita por Dolly. O conteúdo disponível indica, no entanto, que a discussão envolvia a segurança de propriedades ligadas à cantora em Nashville.
Em outra mensagem destinada a “Bill”, Seaver teria criticado uma empresa terceirizada de segurança. “Sua empresa de segurança terceirizada (Titan), que você contratou apesar do meu pedido e do pedido de Dolly para que prestassem serviços no hotel, fez uma grande besteira e permitiu que um funcionário fosse agredido”, afirmou, segundo os documentos.
Ex-chefe de segurança enfrenta acusações
As novas mensagens aparecem em meio a uma disputa judicial envolvendo Seaver e a She’s Alive, LLC, empresa ligada aos interesses comerciais e profissionais de Dolly.
Em um processo, o sobrinho da cantora foi acusado de intimidar e assediar funcionários que atuavam no SongTeller Hotel e no Dolly’s Life of Many Colors Museum, ambos em Nashville. Ele também teria enviado mensagens a Nozell sobre interferir nas operações da Dollywood seis dias antes da morte da tia.
A situação se agravou depois que Nozell demitiu Seaver da função de chefe de segurança e solicitou uma medida protetiva contra ele. De acordo com os documentos, o empresário demonstrou preocupação com mensagens que considerou ameaçadoras. A tensão teria feito funcionários da empresa de gestão deixarem de frequentar temporariamente o escritório.
Seaver também é acusado de mencionar sua suposta experiência como contratado militar, acesso a armas e capacidade para violência em meio a exigências financeiras.
Em uma das mensagens citadas no processo, ele teria ameaçado expor empresas relacionadas aos negócios da cantora. “Vou levar tudo para a revista Billboard. Igualzinho a você. Vou dedurar todas as empresas parceiras da Dollywood que eu conseguir imaginar”, teria escrito.
A equipe de gestão classificou a mensagem como uma “ameaça direta de sabotar uma relação comercial fundamental e de usar a exposição pública como arma” contra a empresa e seus parceiros.
Seaver nega ter feito ameaças
Seaver, por sua vez, já contestou a interpretação dada às mensagens. Ele classificou sua demissão como “inesperada” e “inexplicável” e afirmou anteriormente ao TMZ que suas declarações não constituíam ameaças. “Nada neste processo constitui ameaça e mantenho a maioria dos comentários que fiz”, declarou.
Segundo ele, as mensagens faziam parte de conversas particulares e acaloradas com Nozell. “Eu estava conversando francamente e em particular com o Danny, que eu achava que era meu amigo, mas ele se considera um gangster. Muitas dessas mensagens são de dois caras tendo conversas raivosas e chorando ao telefone enquanto estávamos de luto”, afirmou.
Na semana passada, Seaver pediu à Justiça o adiamento da audiência relacionada à ordem de restrição para ter mais tempo para contratar um advogado. Em uma petição apresentada nesta terça-feira (6), porém, a She’s Alive, LLC pediu que o prazo não fosse ampliado e solicitou que a ordem temporária contra Seaver e sua empresa de segurança fosse transformada em uma medida de maior duração.
Dolly Parton morreu em 25 de agosto, aos 80 anos, após enfrentar um câncer que não havia sido divulgado publicamente. Foi o próprio Seaver quem anunciou inicialmente a morte da cantora. A estrela country deixou um patrimônio estimado em US$ 450 milhões, que inclui negócios, propriedades e os direitos relacionados à sua extensa carreira musical.

