Um terremoto com magnitude preliminar de 7.1 atingiu a província de Kumamoto, no Sul do Japão, causando a interrupção no fornecimento de energia para milhares de residências, transtornos no trânsito e a emissão de ordens de evacuação, além de alertas para réplicas.
Avaliação de Danos e Reação Governamental
A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, declarou que a extensão dos danos materiais e o número de vítimas estão sob avaliação, confirmando a existência de feridos. Ela relatou quedas de energia, incêndios em algumas regiões, danos a estradas, pontes e desabamentos de edifícios, enfatizando a necessidade de a população buscar locais seguros.
A emissora pública NHK exibiu imagens de edificações em chamas ou destruídas, fissuras em rodovias, incluindo uma via elevada, e um trem de carga descarrilado. A agência de gestão de desastres informou que mais de 150 mil pessoas foram direcionadas a centros de evacuação.
Impacto Corporativo e Alertas Geológicos
A TSMC, maior fabricante de chips por contrato, evacuou funcionários de sua unidade na região como medida preventiva, enquanto a Sony, que também possui uma fábrica local, avaliava a situação. A Agência Meteorológica do Japão (JMA) advertiu que os moradores das áreas mais afetadas devem permanecer vigilantes para novos tremores fortes por aproximadamente uma semana, além do risco de deslizamentos de terra.
Contexto Sísmico e Precedentes
Alertas de emergência de terremoto foram emitidos para as prefeituras de Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki, todas localizadas na ilha de Kyushu. O Japão, situado no 'Anel de Fogo', é um dos países com maior incidência sísmica, registrando cerca de 20% dos terremotos globais de magnitude 6.0 ou superior. Há uma década, um grande terremoto em Kumamoto causou a morte de 275 pessoas, feriu 2.739 e danificou milhares de construções, incluindo o castelo da cidade.
Paralisação de Serviços Essenciais
A Kyushu Electric Power reportou que cerca de 40 mil residências ficaram sem energia elétrica. A JR Kyushu suspendeu seus serviços, incluindo os trens-bala, e o aeroporto de Kumamoto fechou sua pista, resultando em desvios e cancelamentos de voos. As operadoras de telecomunicações KDDI e Docomo informaram interrupções nos serviços de telefonia móvel devido à falta de energia e falhas nas linhas. As usinas nucleares da região não registraram irregularidades, segundo a autoridade reguladora.

