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Trump Nega Ter Visto Conteúdo Racista em Vídeo e Recusa Pedido de Desculpas

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou não ter visto a parte racista de um vídeo que publicou em sua rede social, o qual retratava o ex-casal presidencial Barack e Michelle Obama como macacos. Apesar de condenar o trecho em questão, Trump declarou que não pedirá desculpas pelo ocorrido, alegando não ter cometido nenhum erro.

O vídeo de cerca de um minuto, que continha a imagem racista de dois segundos no final, apresentava teorias da conspiração já desmentidas sobre fraudes nas eleições de 2020. Trump alegou ter visto apenas o início do material e sugeriu que a inclusão da parte ofensiva foi um descuido de sua equipe, reforçando que foi uma republicação e não uma criação própria.

Repercussão e Críticas Políticas

A publicação gerou ampla repercussão e críticas, inclusive de líderes do Partido Republicano, que pediram que Trump se desculpasse. Após a controvérsia, a postagem foi removida. O senador Tim Scott, único republicano negro no Congresso, expressou choque, descrevendo o vídeo como 'a coisa mais racista que já vi vinda desta Casa Branca'.

O deputado republicano Mike Lawler também criticou a publicação, classificando-a como 'extremamente ofensiva' e defendendo que, além da remoção, Trump deveria emitir um pedido formal de desculpas.

Contexto de Alegações de Fraude Eleitoral

O vídeo racista foi divulgado em meio a uma série de postagens de Trump que reiteravam falsas acusações de fraudes nas eleições de 2020. As denúncias infundadas incluíam alegações de que a empresa Dominion Voting Systems teria manipulado os resultados, acusações que já foram amplamente desmentidas.

A emissora Fox News, por ter veiculado tais alegações, realizou um acordo extrajudicial de US$ 787 milhões com a Dominion para suspender um processo de difamação movido pela empresa.

Risco Eleitoral e Impacto Político

A insistência de Trump na tese de fraude eleitoral de 2020 ocorre em um período de avaliação sobre a capacidade do Partido Republicano de manter sua pequena maioria na Câmara e no Senado dos EUA nas próximas eleições. Um exemplo recente do impacto eleitoral foi a vitória do democrata Taylor Rehmet no Senado estadual do Texas.

Rehmet conquistou uma cadeira que era republicana desde a década de 1990, com uma margem de 14,4 pontos percentuais em um distrito que Trump venceu em 2024 por 17 pontos. Essa virada de 32 pontos percentuais gerou 'pânico total' entre os republicanos, segundo a historiadora Heather Cox Richardson.

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