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Dólar abre em leve baixa de olho na economia chinesa

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Por Redação em 20/02/2024 às 10:08:46
A moeda norte-americana recuou 0,09%, cotada a R$ 4,9618. Já o principal índice de ações da bolsa de valores brasileira encerrou com um avanço de 0,24%, aos 129.036 pontos. Cédulas de dólar

bearfotos/Freepik

O dólar abriu em leve baixa nesta terça-feira (20), em mais um dia de agenda econômica fraca pelo mundo, com investidores repercutindo os últimos movimentos do governo chinês para tentar impulsionar a segunda maior economia do mundo.

O mercado também aguarda pela divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e o balanço corporativo da empresa de tecnologia Nvidia, que saem amanhã.

Veja abaixo o resumo dos mercados.

Dólar

Às 09h15, o dólar caía 0,16%, cotado a R$ 4,9537. Veja mais cotações.

No dia anterior, a moeda norte-americana recuou 0,09%, cotado a R$ 4,9618.

Com o resultado, acumulou:

queda de 0,09% na semana;

ganho de 0,50% no mês;

avanço de 2,25% no ano.

Ibovespa

O Ibovespa começa a operar às 10h.

Na véspera, o índice encerrou com uma alta de 0,24%, aos 129.036 pontos.

Com o resultado, acumulou:

avanço de 0,24% na semana;

alta de 1,00% no mês;

recuo de 3,84% no ano.

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O que está mexendo com os mercados?

Em mais um dia de agenda fraca no Brasil e no mundo, o mercado continua de olho nas movimentações que acontecem na China.

O banco central chinês reduziu, hoje, a taxa de juros de cinco anos de hipotecas em 0,25 ponto percentual, a 3,95%. O corte é mais uma tentativa do governo de impulsionar o setor imobiliário do país.

No entanto, mesmo com a queda, as preocupações dos investidores com o futuro da segunda maior economia do mundo continuam, com a expectativa de que o país deve continuar com dificuldades para alavancar seu crescimento.

Neste contexto, o minério de ferro (commodity muito demandada pela China, principalmente pelo setor imobiliário), caiu para o seu menor nível em três meses neste pregão, também guiado pelas perspectivas pessimistas.

Segundo analistas do Commonwealth Bank of Australia, o clima ruim para o setor imobiliário da China, que é responsável por cerca de 35% pela demanda de aço, deve continuar ao longo de 2024, mas de forma menos intensa do que foi em 2023.

No último domingo (18), o banco central chinês já havia optado por manter as taxas de juros dos empréstimos de um ano inalteradas no gigante asiático, em 2,5% ao ano.

Além disso, o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, disse que o país precisa empreender uma ação "pragmática e enérgica" para aumentar a confiança dos investidores na economia chinesa, que vem gerando uma série de preocupações por demonstrar sinais de fraqueza.

Durante a semana, o mercado espera, ainda, a divulgação das atas das últimas reuniões do Fed e do BCE. Ambas as instituições mantiveram seus juros inalterados.

O balanço corporativo da Nvidia, empresa de inteligência artificial que disparou quase 240% em um ano, também ficou no radar.
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