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'Seria preciso 10 anos para recuperar a Faixa de Gaza', declara embaixador sobre guerra entre Israel e Hamas

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Por Redação em 27/02/2024 às 13:44:21
Declaração foi feita em coletiva do Conselho dos Embaixadores Árabes no Brasil, na Embaixada da Palestina, em Brasília. Guerra em Gaza: palestinos observam destruição causada por bombardeio de Israel em Rafah, em 9 de fevereiro de 2023.

Mahmud Hams / AFP

O Embaixador do Estado da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben, aponta que as destruições causadas pela guerra entre Israel e Hamas já atingiram cerca de 75% da Faixa de Gaza e destaca quanto esforço é necessário para a reconstrução do território.

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"Se a guerra acabar hoje, precisaríamos de 10 anos para nos recuperar", disse o embaixador.

A declaração foi feita durante coletiva do Conselho dos Embaixadores Árabes no Brasil, na Embaixada da Palestina, que aconteceu nesta terça-feira (27). Em outubro de 2023, o grupo terrorista Hamas atacou Israel iniciando uma nova etapa do conflito entre israelenses e palestinos (veja detalhes abaixo).

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O embaixador também chamou atenção para a situação dos civis na Faixa de Gaza. De acordo com Alzeben, o povo está vivendo um "processo de extermínio" diante da falta de meios de sobrevivência.

"Nenhuma vida está a salvo. Homens, mulheres, crianças, hospitais, escolas, ruas, eletricidade, água. Estão acabando com todos os meios de vida humana na Faixa de Gaza", afirmou o embaixador.

O g1 questionou a Embaixada de Israel no Brasil sobre as declarações feitas por Ibrahim Alzeben, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

'Genocídio'

Ibrahim Alzeben comentou ainda sobre a fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que classificou como "genocídio" e "chacina" a resposta de Israel na Faixa de Gaza. Segundo o embaixador, a declaração foi uma "postura corajosa".

"É uma limpeza étnica, deslocamento forçado, genocídio que o governo israelense descreve como legítima defesa. Temos o direito e dever de preservar nossa segurança, cultura, futuro. Nada justifica tamanha tragédia", afirma o embaixador.

Ainda de acordo com Alzeben, as mortes poderiam ser evitadas, se tivessem apoio internacional e criticou a atuação dos Estados Unidos em defesa a Israel.

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