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Mulher encontrada morta às margens de rodovia em Cruzeiro Ă© enterrada; polĂ­cia investiga o caso

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Por Redação em 15/05/2024 às 19:10:55
Suely Luzia Lopes, de 40 anos, foi encontrada morta nesta terça-feira (14). Uma das hipóteses é que ela tenha morrido após um atropelamento. O ex da vítima foi preso. Suely Luzia Lopes, de 40 anos, foi encontrada morta em Cruzeiro.

Arquivo pessoal

A Polícia Civil está investigando a morte de uma mulher, de 40 anos, que foi encontrada morta às margens da rodovia Avelino Junior, na noite desta terça-feira (14), em Cruzeiro, no interior de São Paulo.

A vítima é Suely Luzia Lopes. Ela foi velada e sepultada nesta quarta-feira (15). A despedida reuniu amigos e familiares.

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De acordo com o boletim de ocorrência, um caminhoneiro contou para a Polícia Militar que "presenciou um casal brigando e viu um homem agredindo uma mulher".

Segundo o relato, o homem trazia a mulher com um golpe conhecido como "mata-leão", "a segurando pelo pescoço com seu braço esquerdo e com o direito segurava os braços dela".

Consta no boletim que o caminhoneiro também afirmou que ao olhar para o casal, o "homem disse que era sua mulher, e estava levando ela embora".

Ainda segundo o depoimento do caminhoneiro para a polícia, minutos depois - sem precisar quanto tempo havia se passado - ele "ouviu um veículo parando" e "viu que se tratava de uma van". O caminhoneiro foi ver o que estava acontecendo e "os passageiros informaram que havia uma mulher caída ao solo".

Suely estava com "sangramento excessivo na região da cabeça". Ela foi socorrida "para o pronto-socorro local, mas ao chegar ao hospital foi constatado o óbito".

Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito foi identificado como Emanuel Ferreira Bulhões Fernandes. Os policiais relataram no b.o. que ele "estava bastante alterado, recusando-se a abordagem, sendo necessário o uso de força moderada e emprego de algemas para contê-lo".

Nesta quarta-feira (15), Emanuel passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva decretada, mas ele nega ter matado a companheira.

Delegacia Seccional de Cruzeiro (SP)

Laurene Santos/TV Vanguarda

Investigação e medida protetiva

De acordo com a Polícia Civil, no dia 23 de fevereiro deste ano, Suely registrou o boletim de ocorrência denunciando Emanuel por violência doméstica e ameaça.

No dia 13 de março, menos de um mês depois, ela foi à delegacia de defesa da mulher e registrou outro boletim de ocorrência, desta vez por descumprimento de medida protetiva de urgência.

No entanto, no começo da tarde desta quarta-feira (15), uma nova informação mudou o rumo da investigação. Segundo a Polícia Civil, um homem se apresentou na delegacia da mulher, relatando que teria atropelado algo ontem à noite, na mesma rodovia em que a mulher foi encontrada.

O homem contou que não soube identificar o que ele atropelou, mas que, por se tratar de um lugar mais isolado, ele decidiu não parar e seguiu viagem.

Diante desta nova informação, a polícia trabalha com a hipótese de que Suely tenha morrido nesse atropelamento. O carro usado pelo motorista foi levado para perícia com vidro e para-choque quebrados - mas os exames ainda não foram realizados.

"Se de fato confirmar esse atropelamento, em que condições e em que circunstâncias se deu esse atropelamento? Ela estava fugindo de uma agressão? Essa outra pessoa empurrou ela? Se de fato for detectado que não houve feminicídio, acredito que vai ser pedido a soltura do autor. De qualquer forma, ele tinha uma medida protetiva e estava agredindo a vítima em via pública", disse João Paulo Abreu, delegado responsável pelo caso.

O que dizem os envolvidos

O defensor público que defendeu Emanuel na audiência de custódia informou que a prisão não foi ilegal e estão presentes os requisitos da prisão preventiva.

Já o advogado de defesa do motorista que é suspeito de atropelar Suely não quis comentar o caso para não atrapalhar as investigações.

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