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Após deixar hospital, jovem atingida com soda cĂĄustica no ParanĂĄ conta o que lembra do ataque: 'Parecia que tava pegando fogo'

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Por Redação em 10/06/2024 às 13:14:48
Isabelly Aparecida Ferreira Moro contou que teve olhos, boca, seio e cabelo atingidos pelo produto. Jovem se recupera em casa e está sem sequelas visíveis. 'Me recuperando aos poucos', diz jovem atacada com soda cáustica em rua do Paraná

A jovem Isabelly Aparecida Ferreira Moro, de 23 anos, atacada com soda cáustica em uma rua de Jacarezinho, no norte do Paraná, contou lembrar que ao ser atingida pelo produto, sentiu que a pele estava "pegando fogo".

"Eu só senti a dor, porque atingiu meu olho. Queimava demais, parecia que tava pegando fogo. Eu só sai pedir socorro. Cheguei no hospital... Depois do hospital, eu não lembro de mais nada."

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A declaração foi dada à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, após ela receber alta hospitalar no último sábado (8). Ela estava internada desde 22 de maio.

Apesar de o produto ter atingido muitas partes do corpo de Isabelly, ela está sem sequelas visíveis. Em alguns casos, o produto pode causar queimaduras de até terceiro grau.

Jovem atingida com soda cáustica disse que teve queimaduras na boca e seios

RPC

Segundo Isabelly, ela ainda está em processo de recuperação, o que inclui manter uma dieta de alimentos pastosos e gelados.

A jovem também está tomando antibiótico, porque teve pneumonia enquanto estava internada.

"A boca foi o que mais atingiu. O cabelo também danificou, era mais longo. Parte dos seios também, bastante. Mas eu to bem, graças a Deus [...] To me recuperando aos poucos, só de estar em casa já é um alívio."

Após vítima ser atingida por produto, procurou por ajuda na rua

Reprodução/Arquivo pessoal

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A suspeita de atacar Isabelly é Débora Custódio, 22 anos, detida dois dias após o ataque. A polícia acredita que Débora cometeu o crime por ciúmes de Isabelly, que é ex-namorada do atual companheiro dela.

Quando foi detida, ela confessou o ato à polícia. O advogado Jean Campos, que atua na defesa da presa, pediu exames de sanidade mental da cliente e a mudança para uma cela isolada.

Débora foi indiciada pela Polícia Civil (PC-PR) por tentativa de homicídio qualificado, por motivo fútil, meio cruel e tentativa de feminicídio.

Polícia encontrou sacola com parte do produto jogado na jovem. Rua ficou com marca do ataque

Reprodução

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Jovem disse que viu suspeita com 'copo borbulhando'

À RPC, a jovem disse que antes de ser atacada, enquanto ia para a academia, viu uma pessoa com roupas masculinas e peruca. Afirmou, também, que a pessoa segurava um "copo borbulhando".

"Na hora eu assustei e fui tentar atravessar a rua, e eu lembro que ela veio e jogou o produto em mim. "

Isabelly contou que após chegar ao hospital, ficou três dias desacordada e precisou ser entubada. Quando acordou, a família optou por não contar para ela quem era a suspeita do crime, o que a jovem acabou descobrindo assistindo TV.

"Quando eu acordei, eu não sabia o que tava acontecendo, eu não sabia quem era, o motivo, não sabia. Eu demorei pra ficar sabendo porque eles [família] demoraram pra me contar. Eu fui ficar sabendo depois de uma semana porque eu vi na televisão, passando. A gente não espera... É maldade, uma crueldade."

Vítima disse que não tinha contato com namorado da suspeita

Durante a investigação, a suspeita afirmou à polícia que cometeu o crime porque a vítima a encarava com deboche e fazia provocações.

Isabelly, no entanto, afirmou que não tinha contato com a suspeita, tampouco com o atual namorado dela. A vítima disse que terminou o relacionamento com o homem em janeiro deste ano.

Antes de ser atacada, Isabelly disse que nunca tinha recebido ameaças de Débora.

"Eu nunca dirigi a palavra à ela, nunca fiquei encarando ela. Pra mim é uma pessoa que era invisível [...] Então eu não sei o que é provocar, porque a partir do momento que você não dirige a palavra à outra pessoa, que você não olha, não tem como se sentir provocada."

Crime foi cometido por ciúmes, segundo polícia

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PM-PR

Quando Débora foi presa, a delegada Carolinne dos Santos, da Polícia Civil do Paraná (PC-PR), disse que o motivo para o crime foi ciúmes. Na mesma ocasião, a delegada contou que no interrogatório, Débora disse que só queria "dar um susto" na vítima.

"Foi premeditado. Ela afirmou saber o horário. Afirmou também que a moça [Isabelly] já a viu várias vezes em frente ao presídio. Primeiro ela disse que mudou o horário da visita para não encontrar Isabelly. Disse que comprou a soda uns 15 dias atrás", disse.

Na mesma ocasião, o advogado de Débora disse que a cliente detalhou à defesa todo o crime e justificou que a "ação extrema" teria sido resultado de uma "série de humilhações e provocações" sofridas por parte da vítima.

Delegada diz que suspeita de ter jogado soda cáustica em ex de namorado premeditou crime

Como foi o ataque

Vídeo mostra pessoa suspeita de atacar jovem com ácido andando por rua em Jacarezinho

O ataque contra Isabelly aconteceu em 22 de maio, na Alameda Padre Magno, na região central de Jacarezinho.

De acordo com o delegado Tristão Borborema, a jovem estava indo para a academia quando Débora se aproximou, jogou o líquido na vítima e fugiu. No momento do crime, a suspeita usava peruca e roupas largas.

Inicialmente, a polícia acreditava que Isabelly tinha sido atingida por ácido.

Um vídeo gravado por uma câmera de monitoramento mostra Isabelly correndo na rua em busca de ajuda após ser atingida pela substância. Veja o vídeo abaixo.

Imagens mostram jovem buscando por ajuda após ser atingida com ácido no rosto

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