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Dólar sobe e fecha a R$ 5,36, no maior patamar desde novembro de 2022; Ibovespa cai

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Por Redação em 11/06/2024 às 17:02:22
Na segunda-feira, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,61%, cotada a R$ 5,3567. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira encerrou em leve queda de 0,1%, aos 120.760 pontos. Mulher segura notas de dólar, dinheiro

Karolina Grabowska/Pexels

O dólar conseguiu virar o sinal negativo visto pela manhã e voltou a fechar em alta nesta terça-feira (11). Apesar de ser um avanço mais tímido do que o observado nos últimos dias, o novo patamar da moeda norte-americana é o mais alto desde novembro de 2022, quando fechou em R$ 5,3645.

Neste pregão, as atenções mais uma vez estiveram voltadas para o cenário de juros norte-americano, com investidores em compasso de espera pela decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), prevista para amanhã.

No Brasil, o destaque ficou com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, que subiu 0,46% em maio, acima das expectativas do mercado.

O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira (B3), operava em alta nos últimos minutos do pregão.

Veja abaixo o resumo dos mercados.

Dólar

Ao final da sessão, o dólar avançou 0,07%, cotado a R$ 5,3605, no maior patamar desde novembro de 2022. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,3731. Veja mais cotações.

Na segunda-feira, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,61%, cotada a R$ 5,3567.

Com o resultado, acumulou altas de:

0,61% na semana;

2,05% no mês;

10,39% no ano.

Ibovespa

Já o Ibovespa operava em alta nos últimos minutos do pregão.

Na segunda-feira, o índice encerrou em leve queda de 0,1%, aos 120.760 pontos.

Com o resultado, acumulou quedas de:

0,01% na semana;

1,10% no mês;

10,01% no ano.

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O que está mexendo com os mercados?

A semana começou, mais uma vez, com juros e inflação no foco. Por aqui, o principal destaque ficou com o IPCA de maio, divulgado nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice registrou um avanço de 0,46% em maio, marcando uma aceleração dos preços após a alta de 0,38% vista em abril. O resultado ainda veio acima do esperado pelos analistas, que projetavam um variação positiva de 0,42% no mês.

Com isso, as atenções voltam a mirar o atual cenário de juros no país. Na véspera, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que a possibilidade de o mercado de trabalho ainda apertado no país afetar a inflação de serviços continua como uma preocupação da instituição.

"Ainda há essa ideia, embora isso não esteja acontecendo mecanicamente agora, de que em algum momento o mercado de trabalho muito apertado pode afetar a inflação de serviços de uma forma que seria uma ameaça para convergência de inflação no médio prazo", afirmou Campos Neto, em evento virtual promovido pela gestora Constellation.

O Brasil registrou uma taxa de desemprego de 7,5% nos três meses encerrados em abril, marcando o nível mais baixo de desocupação para o período em 10 anos.

O Comitê de Política Monetária (Copom), do BC, deve decidir sobre a taxa básica de juros do país na próxima semana.

Já no exterior, o foco voltou mais uma vez para os Estados Unidos, com grande expectativa pelos novos dados de inflação e pela decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês).

Os dados de preços ao consumidor, previstos para quarta-feira (12), devem mostrar uma desaceleração. Segundo estimativas de analistas consultados pela Reuters, a previsão é que o índice aumente 0,1% em maio, ante o ganho de 0,3% em abril.

Ainda no mesmo dia, o banco central norte-americano deve manter inalterada sua taxa de juros na faixa de 5,25% a 5,50%, uma vez que as autoridades permanecem cautelosas com a trajetória da inflação de volta à sua meta de 2%, após números mostrarem na semana passada que o mercado de trabalho no país permanece aquecido.

"Ruídos temporários foram responsáveis pela maior parte da performance negativa do real na semana passada. Embora acreditemos que haverá um alívio no curto prazo, o real pode continuar abaixo de seus pares depois da reunião do Fed", avaliou Eduardo Moutinho, analista de mercados do Ebury Bank.

Ainda no noticiário internacional, a decisão de política monetária do banco central do Japão também fica no radar, bem como as eleições para o Parlamento Europeu, que mostraram, no último final de semana, um forte avanço da extrema-direita em vários dos principais países da União Europeia, como França, Alemanha e Itália.

*Com informações da agência de notícias Reuters
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