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MĂ©dico da mãe de PelĂ© compara morte com a da Rainha Elizabeth II

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Por Redação em 21/06/2024 às 18:18:28
Celeste Arantes, a mãe de Pelé, morreu aos 101 anos, nesta sexta-feira (21), em Santos (SP). A rainha-mãe é mineira de Três Corações e teve três filhos. Pelé, Jair (Zoca) e Maria Lúcia, responsável pelos cuidados dela. Médico que atendeu Dona Celeste Arantes, mãe de Pelé, compara a morte dela com a da Rainha Elizabeth II

Reprodução/Redes Sociais e Alastair Grant/Pool/AP/Arquivo

O médico que atendeu Celeste Arantes, a mãe do Rei Pelé, afirmou que a idosa morreu aos 101 anos, nesta sexta-feira (21), devido à idade avançada. Ao g1, Marcelo Noronha, do hospital SerPiero, em Santos (SP), também comparou a morte da parente do Atleta do Século com a da Rainha Elizabeth II, monarca britânica morta aos 96 anos, em setembro de 2022.

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"A Rainha Elizabeth faleceu em casa, em cuidados paliativos, e no atestado de óbito dela, que já foi divulgado, está escrito idade avançada. A Dona Celeste, que também não deixa de ser uma rainha, tinha 101 anos e faleceu pela finitude da vida", explicou o médico.

Segundo o profissional, Celeste morreu após permanecer hospitalizada por sete dias sob cuidados paliativos. A rainha-mãe era mineira de Três Corações e teve três filhos: Pelé, Jair (Zoca) e a caçula Maria Lúcia, responsável pelos cuidados dela.

Médico da rainha-mãe

Celeste Arantes, a mãe de Pelé, morreu aos 101 anos nesta sexta-feira (21), em Santos (SP)

Reprodução/Redes Sociais e Leandro Guedes/g1

De acordo com o médico, Celeste era uma paciente acamada, que se alimentava por sonda e não respondia nem se comunicava mais. No entanto, ela não tinha doenças 'agudas'. Durante os últimos dias hospitalizada, a idosa respirava espontaneamente, ou seja, sem auxílio de aparelhos.

"Fomos procurados pela família para trazer a Dona Celeste aqui para os nossos cuidados. Ela já estava acamada há quase 4 anos e veio para cá no dia 15 [de junho]", complementou Noronha.

Segundo o profissional, a família decidiu hospitalizar Celeste para que ela recebesse um cuidado digno. "Aqui temos uma equipe voltada aos tratamentos paliativos", explicou ele.

A mãe de Pelé, ainda segundo o médico, morreu com tranquilidade, sem sofrimento e de uma forma que fosse calma tanto para ela quanto para os familiares, que já sabiam que ela poderia não retornar à casa no ato da internação.

"A família acompanhou todo processo. A gente se falava e [ainda] fala diariamente, principalmente a irmã do Pelé, Maria Lúcia, que é filha da Dona Celeste, e a Danielle, filha dela [neta]", finalizou.

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Todos os filhos de Dona Celeste foram frutos do relacionamento com João Ramos do Nascimento, o Dondinho, com quem ela foi casada até 1996, ano em que morreu.

Pouco antes de Pelé morrer, aos 82 anos, ele prestou uma homenagem aos 100 anos da mãe, em 20 de novembro de 2022, dia da abertura da Copa do Mundo no Catar.

Pelé agradeceu à Dona Celeste pelos ensinamentos ao longo da vida.

Mãe de Pelé completa 100 anos e rei do futebol faz homenagem nas redes sociais.

Reprodução/ Instagram

"Desde criancinha, ela me ensinou o valor do amor e da paz. Eu tenho muito mais de uma centena de motivos para agradecer por ser o seu filho. Compartilho essas fotos com vocês, com muita emoção por celebrar este dia. Obrigado por todos os dias ao seu lado, mãe", escreveu Pelé, à época, nas redes sociais.

Dona Celeste era contra Pelé nos campos

Apesar de passagens por Atlético/MG, Hepacaré, de Lorena (SP), Vasco de São Lourenço (MG) e Bauru Atlético Clube, a carreira do pai do Rei do Futebol não foi longeva em razão das contusões.

E justamente por essa razão, além de não acreditar que o futebol fosse dar futuro, dona Celeste tinha resistência em ver o filho no mundo da bola, embora soubesse de sua inata vocação nas brincadeiras nas ruas. Chegou a impedir que o Bangu, do Rio de Janeiro, o contratasse.

Para convencê-la, foi necessário muito trabalho por parte de Dondinho e, mais ainda, Waldemar de Brito - este último atacante famoso nos anos 1930 e 1940, responsável por levá-lo para o Santos em 1956. A família só deixou Bauru, cidade do Interior de São Paulo, para morar em Santos oito anos depois, em 1964.

Em suas redes sociais, Pelé publicou uma dedicatória e agradeceu à "Dona Celeste" pelos ensinamentos ao longo da vida

Reprodução/ Instagram

O desejo de dona Celeste sempre foi que Pelé, ou melhor Dico, fosse um bom filho e uma boa pessoa, com um básico e fundamental conselho à tira-colo: que ele tivesse muita fé. Um sentimento que o Rei do Futebol carregou em seus 82 anos e levará para sempre nesta despedida para a eternidade.

"Ele falava que não era fácil ficar longe, sofria de saudade da família. Mas que deveria continuar para conseguir chegar ao seu objetivo de vencer. Não queria voltar. Meu coração ficava apertado, mas eu tinha que apoiá-lo", contou dona Celeste em entrevista para A Tribuna em 2012, obtida por intermédio da neta Danielle.

Veja a casa onde Pelé nasceu, em Três Corações (MG)

Cortejo antes do sepultamento do Rei

O cortejo com carro dos bombeiros que levou o corpo de Pelé pelas ruas de Santos parou na porta da casa da Dona Celeste, em uma homenagem emocionante que reunião milhares de pessoas, em 3 de janeiro de 2023. Por conta de questões de saúde, Dona Celeste, de 100 anos, não participou do velório na Vila Belmiro.

Cortejo de Pelé passou pela casa da mãe dele, Dona Celeste, em Santos, no litoral de SP.

Daniela Rucio/ g1

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