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NĂșmero de assassinatos cresce 23% no primeiro semestre no CearĂĄ

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Por Redação em 09/07/2024 às 10:29:25
Mês mais violento foi o de abril com 320 homicídios e em seguida maio com 316 registros. Junho também houve um acréscimo. Destaque para a chacina de Viçosa do Ceará e o ataque a tiros na Areninha do Barroso em Fortaleza. Número de homicídios cresce 23% no primeiro semestre no Ceará

O Ceará teve um aumento de mais de 23% no número de mortes violentas de janeiro a junho deste ano, em comparação com o mesmo período de 2023. Os dados são da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública.

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O mês mais violento foi abril, com 320 homicídios; seguido de maio, com 316 registros. No mês de junho também houve um acréscimo nas mortes. (Veja tabela abaixo) No mês houve a chacina com oito mortos de Viçosa do Ceará e o ataque a tiros na Areninha do Barroso em Fortaleza.

Crimes violentos

Sobre os números preocupantes, o pesquisador do Laboratório de Estudos sobre Conflitualidade e Violência da UES Raul Té já projeta um quadro bastante violento para o resto do ano.

"Comparando também a processualidade dos anos anteriores, o primeiro semestre é sempre menos violento que o segundo semestre, ou seja, há menos registros de CVLIs no primeiro semestre que no segundo semestre. Então, a gente já projeta um quadro bastante violento para o resto do ano, fechando o ano, com mais ou menos 3.300 mortes, se ficar no mesmo patamar que os últimos anos apresentam e que esse ano vem apresentando. Esse primeiro semestre foi 23% mais violento do que o ano passado, isso três anos de diminuição de violência de 2020, 2021, 2022 e 2023 foram anos de diminuição".

O especialista aponta a briga entre facções para a consequência do aumento dos homicídios. Para tentar conter as mortes, segundo Raul Té, é necessário novos planos de inteligência por parte do Governo do Ceará.

"As disputas, especialmente pelo interior do Estado, têm ampliado o registro dessas mortes no interior também. E a capital, a Região Metropolitana de Fortaleza, apresenta um quadro elevado de mortes exatamente por conta dessas disputas territoriais", afirmou.

"O que se pode fazer é uma ampliação, uma mudança, outra perspectiva de segurança, de política de segurança. Focar na investigação feita a essas facções para que a gente possa combater, digamos assim, na raiz, e não no choque. No contato direto que a Polícia Militar, que faz o trabalho dela, mas que a política deve modificar-se mais para a inteligência, para entender de onde vem essa violência, como ela se elabora, do que combatê-la diretamente", aponta.

Chacina com sete mortes

Sete pessoas são mortas a tiros em praça na cidade de Viçosa do Ceará.

Fernando Dias/ Arquivo pessoal

Sete pessoas foram mortas, no dia 20 de junho, em uma chacina na cidade de Viçosa do Ceará, a 350 km de Fortaleza. Duas pessoas também foram baleadas. O ataque ocorreu em uma praça do município.

Todas as vítimas, entre mortos e feridos, foram baleadas durante a madrugada na Praça Clóvis Beviláqua, no Centro da cidade de Viçosa do Ceará. O município fica no norte do estado, na divisa com o Piauí.

As vítimas mortas tinham entre 16 e 26 anos. São elas:

Ana Carolina de Sousa Rocha, 24 anos

Francisco Luan Brito da Silva, 26 anos

Uma adolescente de 16 anos

Isamara de Sousa Rodrigues, 25 anos

Adrian Mateus Brito dos Santos, 23 anos

André Júnior, Geovane e Júlio, de idade e nome completo ainda não confirmados

Crianças e adolescentes baleados em praça

Mulher e criança morrem em ataque a tiros em Fortaleza.

Reprodução

Ainda em junho, uma criança e uma mulher foram mortas em um ataque a tiros no Bairro Barroso, em Fortaleza. Nove crianças e adolescentes ficaram feridos.

O ataque foi realizado na Areninha do Jardim Violeta, campo de futebol com grande movimentação de pessoas. Segundo testemunhas, dois veículos chegaram ao local, e os ocupantes atiraram contra as pessoas que estavam na arquibancada.

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