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Castro critica Itamaraty e defende PMs da abordagem a filhos de diplomatas:

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Por Redação em 10/07/2024 às 10:22:40
'O pessoal ficou muito falando da questão de racismo, mas [na abordagem] tinham jovens negros e brancos', pontuou o governador. PMs que abordaram filhos de diplomatas em Ipanema são investigados por racismo

O governador ClĂĄudio Castro (PL) criticou o Itamaraty e defendeu os PMs que abordaram filhos de diplomatas hĂĄ 1 semana em Ipanema. "É muito complicado para o policial saber se é filho de um diplomata, de um rico, se é filho de alguém que estĂĄ cometendo um delito", declarou Castro nesta terça-feira (9).

"Naquela região ali [Ipanema], o que os moradores mais reclamam são assaltos feitos por jovens", justificou. "O pessoal ficou muito falando da questão de racismo, mas [na abordagem] tinham jovens negros e brancos", pontuou.

"Crucificar o policial é o mais fĂĄcil. Se teve erro, nós vamos corrigir. Mas a gente tem que entender a complexidade", prosseguiu. Os militares estão sendo investigados por racismo.

PMs abordam jovens filhos de diplomatas no Leblon

Reprodução

Relembre

No Ășltimo dia 3, 2 PMs abordaram 4 jovens, filhos de representantes do CanadĂĄ, Gabão e Burkina Faso, na Rua Prudente de Moraes. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que os policiais apontam armas para os adolescentes negros, acompanhados de 2 garotos brancos, brasileiros.

Os diplomatas consideraram a ação truculenta. O embaixador do Gabão no Brasil, Jacques Michel Moudouté-Bell, apontou racismo na abordagem. Ele, pessoalmente, reclamou ao Itamaraty.

Por conta disso, o governo federal exigiu que o Rio de Janeiro fizesse uma apuração rigorosa e responsabilizasse adequadamente os policiais. Castro, porém, afirmou não ter sido procurado formalmente por algum representante do Itamaraty.

"Eles não entraram em contato. Preferiram botar nota pĂșblica antes de saber o que aconteceu. Isso é uma coisa que a gente tem que tomar cuidado. Atacar a polĂ­cia sem de saber o que aconteceu é muito fĂĄcil. Espero que, por parte do Itamaraty e do Ministério [das Relações Exteriores], eles tenham mais respeito e mais consideração pela PolĂ­cia Militar. Quando os filhos deles estão aqui, quem vai defender é a polĂ­cia. Atacar a polĂ­cia sem ao menos ligar antes para dialogar?", declarou o governador.

"A gente tem que tirar a polĂ­tica disso e começar a entender que aqui se faz segurança pĂșblica. A polĂ­cia estĂĄ aqui para defender o cidadão. Se ela errar, ela serĂĄ corrigida, dentro do erro. A gente não vai crucificar um policial que estĂĄ lĂĄ fazendo o seu trabalho. Eu espero que o Ministério e o Itamaraty tenham mais zelo antes de sair fazendo crĂ­tica pĂșblica à polĂ­cia", emendou.
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