Uberaba ganha ponto de coleta de lâmpadas compactas e tubulares no saguão da Prefeitura

Por Redação em 07/05/2022 às 18:14:49
Materias poder ser colocados em display instalado no local. Substâncias contidas na composição desses produtos são altamente poluentes, por isso é necessário o correto descarte. Descarte irregular de lâmpadas fluorescente podem causar danos ao meio ambiente e à saúde

Reprodução/EPTV

Os moradores de Uberaba passaram a contar com mais um local de descarte de lâmpadas compactas e tubulares na cidade. Foi instalado no saguão do Centro Administrativo da Prefeitura um display para recolher esse material. O município já conta com empresas do setor que disponibilizam o serviço, além de 11 ecopontos.

O principal objetivo do recolhimento é conscientizar as pessoas para impedir que esse material tenha como destino os aterros sanitários. “As substâncias contidas na composição desses produtos são altamente poluentes. Exemplo disso são exatamente as lâmpadas compostas por vapor de sódio e mercúrio, bem como a luz mista”, disse o superintendente de Serviços Urbanos da Sesurb, Túlio Bento.

Descarte correto

A população pode levar as lâmpadas à Prefeitura, como também pilhas e baterias que serão depositadas em displays específicos localizados em frente à Secretaria do Meio Ambiente e, nos próximos dias, também no saguão do Centro Administrativo.

O Governo Municipal, por meio da Secretaria de Serviços Urbanos e Obras (Sesurb) firmou parceria com Reciclus (Associação Brasileira para a Gestão da Logística Reversa) para o recolhimento das lâmpadas.

O display instalado no saguão da Prefeitura faz parte do Programa Reciclus, que tem 3.270 pontos de entrega de lâmpadas no Brasil. A Associação é responsável por operacionalizar a Logística Reversa das lâmpadas que contêm mercúrio na composição, e disponibiliza pontos de entrega em estabelecimentos que comercializam esse tipo de produto.

“O display da Prefeitura ficará disponível e, quando o volume atingir o limite, a Reciclus é acionado para recolhimento e destinação ambientalmente adequada”, disse a assessora da Sesurb, Márcia Deodato

Logística reversa

Segundo Deodato, o cidadão, ao fazer o descarte correto, começa a praticar a chamada logística reversa, que consiste em devolver à indústria esses produtos para que retornem à linha de produção, num círculo virtuoso de preservação ambiental.

Em 2010, entrou em vigor a Lei Federal nº 12.305 que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e, com ela, a Responsabilidade Compartilhada pelo Ciclo de Vida dos Produtos, que é a Logística Reversa.

Por meio do Ministério do Meio Ambiente foram firmados acordos setoriais com fabricantes, importadores, comerciantes e distribuidores prevendo uma série de ações para a eliminação de resíduos gerados e os impactos negativos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida desses produtos.

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