Glaidson e outros 11 réus participam de audiência sobre morte de investidor em São Pedro da Aldeia, no RJ

Por Redação em 27/05/2022 às 15:05:05

Os réus saíram de um presídio no Rio de Janeiro de helicóptero e pousaram na base da Marinha, de onde seguiram para o fórum da cidade. Audiência começou por volta do meio-dia e será realizada até as 18h. Glaidson Acácio dos Santos, o "faraó dos bitcoins", na época em que prestava consultoria em criptomoedas

Reprodução

O empresário Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como Faraó dos Bitcoins, e mais onze réus presos participam na tarde desta sexta-feira (27) de uma audiência no Fórum de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio, sobre o assassinato do investidor Wesley Pessano, ocorrido em julho de 2021.

Os réus saíram de um presídio no Rio de Janeiro de helicóptero e pousaram na base da Marinha, em São Pedro da Aldeia, de onde seguiram em viaturas policiais para o local da audiência, que começou por volta do meio-dia.

O juiz responsável pela audiência pediu que a segurança fosse reforçada. Por isso, as ruas do entorno do fórum precisaram ser bloqueadas.

Fórum de São Pedro da Aldeia, no RJ

Hannif Linhares/g1

A previsão é que a audiência acabe por volta das 18h. Após esse horário, o trânsito no local voltará a funcionar normalmente.

De acordo com a investigação, Glaidson seria o mandante do crime que, foi motivado por interesses econômicos. Ainda de acordo com a investigação, ele teria montado uma organização criminosa para eliminar seus concorrentes no mercado de criptomoedas.

Wesley Pessano, de 19 anos, era investidor de criptomoedas

Reprodução/Redes sociais

Glaidson está preso desde agosto, acusado de chefiar um esquema ilegal de investimento em criptomoedas.

Réu por tentativa de homicídio

Nilson, conhecido como Nilsinho, sofreu uma tentativa de homicídio a mando de Glaidson, segundo investigações

Reprodução/Arquivo Pessoal

Glaidson também é réu pela tentativa de homicídio contra Nilson Alves da Silva, o Nilsinho, em 20 de março de 2021, em Cabo Frio, também na Região dos Lagos. Nilsinho sobreviveu ao atentado.

A investigação comandada pelo delegado Carlos Eduardo Almeida, da 126ª DP (Cabo Frio), apontou que Nilsinho atuava com investimento em criptomoedas, assim como Glaidson.

A motivação, segundo a polícia, foi a notícia espalhada por Nilsinho, em janeiro de 2021, de que Glaidson seria preso pela Polícia Federal ainda naquele ano, o que de fato aconteceu. Por isso, afirmam os investigadores, a vítima sugeriu que clientes de Glaidson retirassem os valores da GAS Consultoria e transferissem para a sua empresa.
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