VÍDEO: mulher dá soco na cara de estudante de 13 anos e manda adolescente 'calar a boca', no DF

Por Nardel Azuoz em 23/06/2022 às 22:28:07
Polícia Civil investiga agressão que ocorreu na quarta-feira (22), em frente ao CEF 3 de Sobradinho I. Direção diz que mulher foi 'tirar satisfação' após briga envolvendo filha; g1 tenta contato com defesa dela. Estudantes do CEF 3 de Sobradinho filmaram agressão de mulher a aluna de 13 anos.

A Polícia Civil investiga um caso de agressão de uma mulher contra uma estudante, de 13 anos, do Centro de Ensino Fundamental 3 de Sobradinho I, no Distrito Federal. Adolescentes gravaram o momento em que a mãe de uma aluna chama a jovem de "moleca". Em seguida, ela manda a menina "calar a boca" e dá um soco na cara dela (veja vídeo acima).

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O caso foi na quarta-feira (22) , em frente ao colégio. Outros estudantes tentaram segurar a agressora. "Êee, sua maluca", diziam, aos gritos. A mulher é mãe de uma aluna do 8Âș ano do Ensino Fundamental. A direção do CEF 3 informou que ela foi à escola tirar satisfação após uma briga entre as alunas.

O caso é investigado pela Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) como "vias de fato, lesão corporal e ameaça". A reportagem tenta localizar a defesa da mulher. À polícia, ela disse que tentava defender a filha de outros alunos e que chegou a ter o pneu do carro furado.

Estudantes do CEF 3 de Sobradinho filmaram agressão de mulher a aluna de 13 anos.

TV Globo/Reprodução

O pai da adolescente agredida, o comerciante Milton Gomes, disse à TV Globo que os desentendimentos começaram nas redes sociais.

"Minha filha deixou de falar com a filha dela (...) coisa de adolescente. E começou discussão no colégio, mas não teve nada de agressão. Quando minha filha saiu lá fora, ela [a agressora] estava esperando minha filha", afirma. Segundo Milton, a adolescente está com medo.

"Minha filha está muito abalada e não quer nem ouvir em colégio, com medo de que possa acontecer o pior", diz.

A direção da escola, Robson Salazar informou que as duas estudantes serão transferidas para outro colégio. "Está todo mundo chocado, né? A gente está triste. É lamentável! Aqui na escola nós não temos esse histórico", afirma.

"A gente está muito preocupado com essa questão da agressividades dos adolescentes, da agressividade dos pais, principalmente. As famílias estão agressivas. A gente tem presenciado algumas discussões aqui. Os pais chegam na escola alterados, já nervosos. E esse comportamento, a gente está muito preocupado", lamenta.

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