Preços da gasolina e do diesel sobem e batem recorde nos postos

Por Nardel Azuoz em 24/06/2022 às 18:33:00
De acordo com o levantamento da ANP, o valor médio do litro do diesel passou de R$ 6,906 para R$ 7,568, uma alta de 9,6%. Litro da gasolina subiu 2,2% e chegou a R$ 7,39. Preços da gasolina e do diesel sobem e batem recorde nos postos

Marcelo Brandt / G1

Os preços da gasolina e do diesel subiram nos postos nesta semana e bateram recorde, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta sexta-feira (24).

De acordo com o levantamento da ANP, o valor médio do litro do diesel passou de R$ 6,906 para R$ 7,568, uma alta de 9,6%. Na semana, o maior valor encontrado para o diesel foi de R$ 8,950

Já o preço médio do litro da gasolina avançou de R$ 7,232 para R$ 7,39, uma alta de 2,2%. O maior valor encontrado foi de R$ 8,890.

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São os maiores valores nominais pagos pelos consumidores para a gasolina e o diesel desde que a ANP passou a fazer levantamento semanal de preços, em 2004.

Já o valor médio do etanol caiu de 4,91 para R$ 4,873, uma queda de 0,8%. No posto mais caro pesquisado pela agência, custava R$ 7,890.

A ANP coletou preços em mais de 5 mil postos de combustíveis no Brasil.

A nova pesquisa da ANP já contempla integralmente o último aumento anunciado pela Petrobras nas suas refinarias. Em 17 de junho, a estatal anunciou uma alta de 5,18% na gasolina e de 14,26% no diesel.

Vale lembrar que o valor final dos preços dos combustíveis nas bombas depende não só dos valores cobrados nas refinarias, mas também de impostos e das margens de lucro de distribuidores e revendedores.

Petrobras sob pressão

Preocupado com a alta dos combustíveis em ano eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro tem pressionado a Petrobras a não repassar a alta internacional dos preços do petróleo para as bombas. Nesta semana, José Mauro Coelho pediu demissão da presidência da estatal em meio a crescentes pressões do governo.

O substituto de Mauro Coelho deve ser Caio Paes de Andrade.

Desde 2016, a estatal passou a adotar para suas refinarias uma política de preços que se orienta pelas flutuações do preço do barril de petróleo no mercado internacional e pelo câmbio. Neste ano, porém, a Petrobras passou a represar os reajustes, evitando repassar automaticamente as variações do mercado internacional e do câmbio.

O diesel não era reajustado nas refinarias da Petrobras desde 10 de maio - há 39 dias. Já a última alta no preço da gasolina havia sido em 11 de março - há 99 dias. Foi o maior intervalo sem reajustes na gasolina em ao menos mais de 2 anos e meio.

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