Justiça nega prisão domiciliar a bolsonarista que matou petista: "Personalidade conflituosa e intolerante"

Por Nardel Azuoz em 04/08/2022 às 23:11:38

“A suposta natureza da motivação do ato imputado também agrega reprovabilidade incomum, pois indicaria personalidade conflituosa, beligerante e intolerante do suposto agente, o qual teria se encaminhado a local de congraçamento de pessoas que teriam opinião política ideológica diversa, com o aparente fim de antagonizar, confrontar. Tal cenário ganha maior destaque ao se constatar a proximidade do pleito eleitoral, que pressupõe o embate de ideias, dentro da legalidade e da paz social, como meio de viabilizar a soberana escolha popular de seus representantes”, diz um trecho da decisão.

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De acordo com Arguello, o fato de Guaranho necessitar de cuidados médicos, conforme argumentou sua defesa, não motiva a substituição da prisão preventiva em domiciliar. Ainda, consta na decisão que o acusado deve receber alta hospitalar nesta sexta-feira (5).

O caso

O policial penal federal bolsonarista José da Rocha Guaranho é acusado de matar a tiros o petista Marcelo Arruda, no dia 9 de julho, durante sua festa de aniversário de 50 anos, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. O Ministério Público denunciou Guaranho por homicídio duplamente qualificado.

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