A recente revelação de Roberto Carlos, pentacampeão mundial, sobre ter enfrentado dificuldades financeiras após a aposentadoria, mesmo com uma carreira de sucesso em grandes clubes como Real Madrid e Inter de Milão, acende um alerta sobre a gestão de fortunas no futebol. Em um esporte onde as cifras são cada vez mais elevadas, é surpreendente que atletas de alto nível percam grande parte de seus ganhos. Contudo, a história de Roberto Carlos está longe de ser um caso isolado. Muitos craques que brilharam nos gramados, por diversos fatores, não conseguiram manter o sucesso na administração de seus bens.
Arda Turan
Um dos principais destaques do Atlético de Madrid na década de 2010, o meia turco Arda Turan, que chegou a receber 8 milhões de euros anuais no Barcelona, perdeu todas as suas economias devido a investimentos ruins. Ele alegou ter sido vítima de um golpe de uma diretora de banco em Istambul. Segundo Turan, “Todo o dinheiro e esforço que tive, o trabalho de anos. Todas as minhas economias desapareceram de repente”.
Diego Maradona
Mesmo o lendário craque argentino Diego Maradona enfrentou sérios problemas financeiros. Sua carreira foi marcada por uma má administração, influenciada por um estilo de vida desregrado e acusações de má conduta contra seu empresário, Guillermo Coppola. Maradona chegou a declarar que ficou “sem um peso” e teve bens confiscados na Itália por impostos não pagos. Apesar disso, sua imagem icônica permitiu que ele gerasse receita considerável após a aposentadoria, garantindo certa estabilidade até sua morte.
Garrincha
Outro nome de imensa importância para o futebol sul-americano, Garrincha, sofreu com a total falta de cuidado financeiro. Embora tenha tido uma carreira gloriosa em campo, sua vida desmoronou após a aposentadoria. O atacante acumulou dívidas e viu seu vício em álcool se agravar, chegando a ser preso por dirigir embriagado. Sua trajetória teve um fim trágico em janeiro de 1983, quando faleceu sozinho, sem dinheiro e abandonado em um hospital no Rio de Janeiro, vítima de cirrose hepática.
George Best
Ídolo do Manchester United, George Best era conhecido por esbanjar o dinheiro que ganhava. Famoso por sua postura de bon vivant, ostentando carros de luxo, festas e a companhia de modelos, seus excessos cobraram um alto preço. Tal comportamento levou ao encurtamento de sua carreira e ao desperdício de toda a sua fortuna. O norte-irlandês resumiu sua situação com a célebre frase: “Gastei grande parte do meu dinheiro com bebidas, mulheres e carros. O resto eu desperdicei”.
Muller
Destaque do São Paulo nas décadas de 80 e 90, o atacante Muller perdeu praticamente toda a fortuna acumulada durante sua trajetória como jogador. Ele revelou ter cometido muitos erros na vida, gastando com “besteiras” e “vaidades pessoais”, além de ter sido aproveitado por “amigos de ocasião”. Muller chegou a morar de favor na casa de amigos e ficou anos desempregado antes de reestruturar sua carreira como comentarista esportivo.
Fonte: https://veja.abril.com.br

