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Unifesp: Uma Árvore na Porta de Casa Reduz 50% da Poluição Interna e Alavanca Cidades Mais Verdes

Diogo Schelp SEGUIR SEGUINDO 1 Maio 2026, 07h00

Em um alerta crucial para a saúde ambiental urbana, a professora Aline Cavalari da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) revelou que a simples presença de uma árvore em frente à residência pode diminuir em até 50% a poluição do ar interno. A especialista, em entrevista ao programa VEJA+Verde, enfatizou a urgência de as cidades brasileiras investirem significativamente em arborização para combater os crescentes desafios de qualidade do ar e promover um ambiente mais saudável para seus habitantes.

A Ciência por Trás da Purificação Aérea

Cavalari detalha que as árvores funcionam como filtros naturais poderosos. Através da fotossíntese, elas absorvem dióxido de carbono e liberam oxigênio, mas seu papel vai além: as folhas e a estrutura arbórea capturam partículas poluentes suspensas no ar, como poeira, fuligem e outros aerossóis nocivos. Essa barreira vegetal não apenas melhora a qualidade do ar externo, mas também atua como um escudo, reduzindo drasticamente a entrada de poluentes nas residências, impactando diretamente a saúde respiratória e o bem-estar dos moradores.

O Imperativo Verde para Cidades Brasileiras

A explanação da professora destaca a necessidade premente de políticas públicas e iniciativas comunitárias focadas no plantio e na manutenção de áreas verdes urbanas. Além da purificação do ar, as árvores desempenham um papel vital na mitigação do efeito de ilha de calor, proporcionando sombra e reduzindo a temperatura ambiente, um benefício inestimável em um país tropical como o Brasil. Contribuem também para a biodiversidade, a redução do ruído e a melhoria da saúde mental da população, criando espaços urbanos mais agradáveis e resilientes.

Impacto na Saúde Pública e Qualidade de Vida

A poluição do ar é um fator de risco significativo para diversas doenças crônicas, incluindo problemas respiratórios, cardiovasculares e neurológicos. Ao apontar que a simples adição de uma árvore pode cortar pela metade a poluição interna, a pesquisa da Unifesp sublinha o potencial de medidas simples e naturais para impactar positivamente a saúde pública. A integração da natureza no planejamento urbano, portanto, emerge não apenas como uma questão estética, mas como uma estratégia essencial para a qualidade de vida e a sustentabilidade das cidades do futuro.

Fonte: https://veja.abril.com.br

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