Pai e avó de Kauã se dizem aliviados com nova prisão de pastora no ES

Pastora Juliana Sales Alves, presa por omissão no caso da morte de filhos no Espírito Santo (Foto: Umberto Lemos)

Prisão de Juliana Salles ocorreu no município de Teófilo Otoni, em Minas Gerais, na quarta-feira (14). Rainy Butkovsky disse que notícia é ‘confortante ao coração’.

 

 

O pai e a avó de Kauã, um dos irmãos que morreu no incêndio dentro de uma casa de Linhares, no Norte do Espírito Santo, receberam com alívio a notícia de que a mãe das crianças, Juliana Salles, foi presa novamente. Ela e o marido, Georgeval Alves, são acusados pelo crime.

 

Juliana voltou a ser presa na tarde desta quarta-feira (14), em Teófilo Otoni, Minas Gerais. Ela havia sido liberada na madrugada do dia 8 de novembro por decisão da Justiça.

 

“É confortante ao coração saber que mais um monstro está preso, que nós estamos lutando pelas nossas crianças, e que estamos lutando contra a fraudulência do poder judiciário”, disse o pai de Kauã, Rainy Butkovsky.

 

Ele e mãe organizaram um protesto no Centro de Vitória, no dia 6 deste mês após a soltura de Juliana. Eles pediam a prisão da acusada. “Recebemos essa notícia com muita alegria, muita satisfação. É impossível um crime de tamanha barbaridade ser comparado a um crime qualquer”, disse a avó paterna de Kauã, Marlúcia Aparecida Butkovsky.

 

O advogado que representa a família de Rainy, Siderson Vitorino, só conquistou o direito de ter acesso ao processo após recorrer ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJ-ES).

 

Para ele, a notícia não foi recebida com surpresa, já que, segundo ele, não havia motivo para que Juliana fosse solta.

 

“Essa nova prisão satisfaz o requisito legal dos artigos 312 e 313 do Código Penal, que são para garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal. Esses artigos determinam as circunstâncias em que deve haver a prisão preventiva, e todas elas se adequam à Juliana”, explicou.

 

Nova prisão
O Ministério Público do Espírito Santo informou, por meio de nota, que entrou com recurso depois que Juliana foi solta, que foi acatado pela Justiça, reconsiderando a decisão anterior.

 

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que recebeu o mandado de prisão preventiva contra a pastora, que foi cumprido nesta tarde. Ela foi levada para a Delegacia de Teófilo Otoni e, segundo a PC, será encaminhada novamente ao sistema prisional.

 

Na primeira vez que Juliana foi presa, no dia 20 de junho, ela também estava na cidade de Teófilo Otoni, na casa de um pastor amigo da família.

 

O pastor Georgeval Alves, marido de Juliana e pai de Joaquim, segue preso no Centro de Detenção Provisória de Viana, acusado do crime.

 

O caso
As crianças morreram em um incêndio no dia 21 de abril, em Linhares. Georgeval, pai de Joaquim e padrasto de Kauã, foi acusado de estuprar, agredir e queimar as crianças. Já a esposa dele, Juliana foi presa porque, segundo o juiz, foi omissa e sabia dos abusos que as vítimas sofriam.

 

Irmãos morreram carbonizados em incêndio em Linhares, ES — Foto: Reprodução/ TV Gazeta

Irmãos morreram carbonizados em incêndio em Linhares, ES (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)

 

Eles são acusados de homicídio qualificado, estupro de vulneráveis e fraude processual. Georgeval ainda responde por tortura.

 

Fonte: G1

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