PF faz operação contra fraudes em indenizações da tragédia de Mariana

 

Tragédia deixou 19 mortos e centenas de desabrigados – Foto: Reprodução / Record TV

 

Segundo a corporação, suspeitos teriam se passado de pescadores para conseguirem benefícios de atingidos; prejuízo pode chegar a R$ 7 milhões

 

 

A PF (Polícia Federal) deflagrou, nesta terça-feira (26), uma operação que investiga fraudes no pagamento de indenizações a supostos pescadores afetados pelo rompimento da barragem da Samarco, em Mariana, a 110 km de Belo Horizonte.

 

A tragédia aconteceu em novembro de 2015, deixando 19 mortos e 362 famílias desabrigadas. O rejeito de mineração caiu no Rio Doce, contaminando a água e tornando-a imprópria para pesca. Devido ao problema, a Fundação Renova, entidade criada para administrar as ações de reparo, fez compensações financeiras a quem vivia do rio.

 

Segundo a PF, denúncias indicam que moradores do Espírito Santo conseguiram registros falsos de pescador para terem acesso ao benefício. O calculo é de que os golpes podem ter gerado prejuízos de R$ 7 milhões.

 

Procurada pelo R7, a Fundação Renova informou que está à disposição da Justiça para contribuir com as investigações. O órgão ressaltou que os critérios para acesso aos benefícios foram estabelecidos no TTAC (Termo de Transação e Ajustamento de Conduta), firmado com o Ministério Público. A fundação informou, ainda, que vai encaminhar aos órgãos competentes as denúncias recebidas.

 

Veja a nota da Fundação Renova na íntegra:

 

“A Fundação Renova apoia as investigações de combate a fraudes e se coloca à disposição para realizar quaisquer esclarecimentos. Informa ainda que as análises de elegibilidade dos Programas de Indenização Mediada (PIM) e de Auxílio Financeiro Emergencial (AFE) são realizadas com base nos critérios do programa, estabelecidos pelo Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC) e amplamente divulgados.

 

As denúncias de fraudes ou atos ilícitos recebidas pela Ouvidoria da Fundação Renova são analisadas e devidamente encaminhadas aos órgãos competentes para adoção das medidas cabíveis.” Fonte: R7

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